Testemunhas de acusação depõem a juiz
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terça-feira, 26 de agosto de 1997
Dary Júnior 
Curitiba
Albari RosaAcusadosO informante da polícia Almiro Schmidt (esq.) que teria disparado o tiro que matou Rafael Zanella, assistiu junto com os agentes Reinaldo Siduovski, Airton Adonski Júnior e Jorge Bressan os depoimentos da testemunhas de defesaA tranquilidade marcou o depoimento de seis testemunhas de acusação no processo que apura a morte do estudante Rafael Zanella, ocorrida no dia 28 de maio, em Curitiba. Ontem, os pais dele, César e Elisabeth Zanella, foram os primeiros a depor e encarar os principais suspeitos na sala do Tribunal do Júri. Foi a primeira aparição pública do motorista Almiro Schmidt e dos policiais civis Reinaldo Siduovski, Airton Adonski Júnior e Jorge Bressan após o crime.
Os quatro acusados ficaram à direita do juiz da 6ª Vara Criminal, Glademir Panizzi. Pela manhã, o único momento de alteração dos ânimos saiu de uma pergunta do advogado de Bressan, José Leocádio Camargo. Ele quis saber de Elisabeth se alguma vez Rafael Zanella passou por uma clínica de dependentes químicos para desintoxicação. Elisabeth entendou isso como insinuação e se exaltou ao negar.
José Maria Martins Valduga, pai de Marcos Valduga (um dos acompanhantes de Zanella na noite do crime), foi o último a falar pela manhã. Como os pais do estudante morto, ele apenas defendeu a índole do filho e lamentou o incidente. Os depoimentos reiniciaram por volta das 14h30, com os três rapazes que estavam no carro da vítima quando os agentes do 12º Distrito Policial fizeram a abordagem desastrosa.
Marcos Valduga descreveu a cena do crime, próxima ao Farol do Saber, em Santa Felicidade. O Rafael ia parando o carro quando três homens vieram na nossa direção. Um deles deu dois passos à frente e atirou. Zanella caiu no colo de Wilson (Gevaerd), que perguntou: Você está bem?. Mas ele não respondeu, relatou a testemunha, que estava sentada no banco traseiro do Escort, ao lado de Odair Ferreira da Silva.
A descrição de Valduga fez Elisabeth Zanella chorar junto com a ex-namorada do estudante, Renata Tortato. Os parentes dos suspeitos permaneceram calados. No entanto, a mulher de Siduovski, Marinalva Padilha, promete quebrar o silêncio quando depuser amanhã à tarde. Ele vai anunciar que seu marido recebeu ordens do delegado Maurício Fowler para assumir a autoria do crime no lugar de Schmidt, que confessou ter dado o disparo fatal.


