Começaram a ser ouvidas ontem, na 1ª Vara Criminal do Fórum de Guarapuava, as testemunhas de acusação no caso da irmã Anilse Bianchini, presa há mais de um mês por suposto envolvimento com tráfico de crianças. Das 17 testemunhas arroladas no processo, entre seis ou sete prestariam depoimento à juíza Flávia Viana da Costa Teixeira. As demais serão ouvidas na tarde de hoje.
Além da juíza, dois promotores de Justiça, os advogados da freira e dos outros seis envolvidos e um padre acompanharam os depoimentos. Irmã Anilse permaneceu na sala de audiência durante os testemunhos. Segundo um dos promotores, a intenção era fazer a acareação entre ela e as testemunhas, quando a situação exigisse.
A maioria das testemunhas eram funcionários da Creche Santa Terezinha, dirigida pela freira. Das duas mães arroladas no inquérito, uma foi ouvida ontem, mas saiu sem falar com a imprensa. A outra, Sirlei Terezinha Pereira, seria ouvida via carta precatória por residir em Prudentópolis. As mães falariam sobre supostos maus-tratos que os filhos teriam sofrido na creche.
O advogado da irmã Anilse, Miguel Nicolau Júnior, informou que pretende entrar hoje com pedido de revogação da prisão preventiva. Segundo Nicolau, a audiência de ontem esvazia o argumento que levou à prisão da freira, acusada de ameaçar e constranger testemunhas. A freira foi presa dia 24 de junho, ficou algumas semanas internada por problemas de saúde e, na semana passada, foi transferida para uma sala especial no Corpo de Bombeiros.

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