Testemunhas-chave e a acusada de assassinato vão depor hoje
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quinta-feira, 24 de abril de 1997
Da Redação 
Está marcado para hoje, às 10 horas, o depoimento de Lúcia Mantovani no inquérito que apura a morte do vendedor de celulares Osvaldo Proni. A vítima morreu no último sábado, por volta das 8h30, em frente ao número 120 da rua Manaus, com quatro tiros. Lúcia Mantovani é a principal suspeita do crime.
Ontem, o delegado Edmo Ermenegildo, do 1º Distrito Policial de Londrina e que preside o inquérito policial, ouviu mais três testemunhas. Todas disseram que ouviram os tiros mas não viram quem disparou a arma.
A principal testemunha ouvida ontem foi o porteiro Pedro Arcanjo dos Santos, que trabalha no edifício onde a vítima morava. Santos disse que, no dia do crime, Lúcia Mantovani esteve no prédio e interfonou duas vezes para falar com Proni. Na segunda vez, a vítima desceu e foi para a frente do prédio, atrás de um muro, cerca de 25 metros de distância da portaria. Em seguida, Santos ouviu os disparos.
As outras duas testemunhas foram João Batista Negri, dono de um lava-rápido ao lado do prédio, e José Bernardino Sobrinho, cliente do lava-rápido. Ambos apenas ouviram os disparos e depois viram Proni no chão, baleado, sem pistas de quem atirou.
Além de Lúcia Mantovani, que deverá se apresentar hoje, Edmo Ermenegildo espera ouvir mais duas ou três testemunhas que teriam visto a mulher atirar contra Proni. Até agora, o delegado Ermenegildo já ouviu quatro testemunhas. Além das três de ontem, compareceu ao distrito - no mesmo dia do crime - Paulo Henrique Proni, 19 anos, filho da vítima.
Paulo Henrique declarou que o pai e Lúcia Mantovani se conheciam há três anos, quando começaram um caso amoroso. Isso teria provocado a separação dos pais. Ainda segundo Paulo Henrique, quando o pai terminou o relacionamento com Lúcia, ela teria insistido muito em reatar o namoro, ligando e mandando presentes. Depois, passou a fazer ameaças contra a família.
Ontem foi concluído parte do laudo preparado pelo Instituto de Criminalística no local do crime. Encontramos sangue de Proni em frente ao edifício, o que comprova que a cena do crime foi lá, diz o perito Geraldo Gonçalves de Oliveira.
Para concluir todo o laudo, ainda faltam os projéteis encontrados no corpo da vítima - que serão encaminhados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Londrina - e a arma do crime, para exame de balística. A expectativa é que a arma seja apresentada hoje, por Lúcia Mantovani.
Anteontem, João Batista de Oliveira ligou à Redação da Folha informando que o carro utilizado pela mulher no dia do crime, um Logus azul, não é de sua propriedade, como foi noticiado. Ele diz que vendeu o veículo há cerca de dois anos para Luiz Carlos de Castro, de Ivaiporã.


