Testemunha inocenta Fogassa em SP
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quinta-feira, 26 de agosto de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba O empresário Mário do Amaral Fogassa, acusado de ser um dos chefes de uma quadrilha especializada em roubo de cargas no Paraná, esteve ontem em Ribeirão Preto (SP) para acompanhar mais uma audiência de instrução de dois processos que responde por corrupção ativa, uso de documento falso e formação de quadrilha. O juiz Augusto Martinez Peres, da 4 Vara Federal Criminal de Ribeirão Preto, ouviu ontem a testemunha de defesa Andréia Lima Barbosa. Ela contou que trabalhava com Fogassa num posto de gasolina, mas negou que conhecesse qualquer prática criminosa envolvendo o acusado.
Fogassa nega a autoria dos crimes. Quanto ao uso de documento falso, ele reconhece que mandou fazer carteira de motorista falsa no nome de Marian Alves da Rocha, mas disse que nunca chegou a usar o documento. O MP de São Paulo acusa ainda Fogassa de atuar no roubo de cargas e na falsificação de combustíveis. Além de gravações telefônicas, os promotores têm duas testemunhas que apontaram Fogassa como líder de quadrilha: Jair Morais (sobrinho de Fogassa) e Beto Roberto (que foi preso novamente pela suposta prática de latrocínio apesar de ser réu colaborador da Justiça).
A audiência em Rio Negro (109 quilômetros a sudoeste de Curitiba) estava marcada para ontem, mas teve que ser adiada por conta da distância entre os dois municípios. Nova audiência ainda não foi marcada. Fogassa responde criminalmente no Paraná por formação de quadrilha, receptação qualificada e participação em homicídio qualificado.


