Carlos Ailton Sanches esteve ontem à tarde prestando depoimento no 1º Distrito Policial sobre a morte, terça-feira, do jovem que foi executado por dois homens com oito tiros na esquina das ruas Minas Gerais e Benjamin Constant. O jovem ainda não foi identificado. Sanches disse ao delegado Edmo Ermenegildo que não é proprietário do hotel Varsóvia, localizado a menos de dez metros onde ocorreu o crime. Segundo ele, o hotel está em nome de sua esposa, Maria Eunice Sanches e da sócia Sueli Mendes da Silva Domingues, há mais de oito meses. Ontem, elas estiveram no plantão da 10ª Subdivisão Policial (SDP) prestando queixa do furto da bolsa de Sueli contendo todos os seus documentos, talões de cheques e um telefone celular.
Sanches nega que o jovem assassinado estava hospedado no hotel Varsóvia, conforme o delegado-operacional da 10ª SDP Valdir Abrahão da Silva afirma. O delegado possui um depoimento em que uma testemunha declara que por diversas vezes viu na portaria o jovem pegar a chave do apartamento 103, como faz qualquer hóspede e, constantemente, estar na sala de entrada do Varsóvia. Por outro lado, Sanches diz que da porta do hotel viu, minutos antes do crime, o ex-hóspede, que conhece apenas por Amarildo, junto com outra pessoa, discutir com o jovem. Depois de entrar no prédio, ouviu os estampidos dos tiros. Ele se propõe a descrever os assassinos para que sejam feitos os retratos falados dos dois.
O delegado Edmo está investigando o homicídio e Abrahão está investigando roubos de carros que teriam sido praticados por Amarildo. Mãe e filha (a polícia não revelou os nomes) reconheceram o jovem executado como sendo o ladrão armado que roubou o Gol, cor vermelha, de propriedade das duas. O veículo foi recuperado, depois de cair casualmente de um furgão quando passava pela avenida Leste/Oeste, nas proximidades da 10ª SDP.
(Paulo Ubiratan)

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