Testemunha depõe e complica situação de acusados
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2003
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
A juíza Lídia Maejima, da 2Vara Criminal de Londrina, ouviu ontem a última testemunha de acusação no processo que apura a morte do empresário Alaerte Francisco Zanoni, 56 anos, proprietário do Bar Gelobel Dom Pablo, morto a tiros durante um assalto em 7 de novembro. O testemunho do mototaxista Rogério de Paula Elias reforçou as ligações dos adolescentes D.A.S e F.H.A, 16 anos, que confessaram autoria do crime, com o mototaxista Paulo Rogério de Assis, 25 anos, e Fernando Roberto de Oliveira, 20 anos, tidos como os supostos autores intelectuais do assalto.
Segundo a promotora da 2Vara Criminal, Siomara Nogari, a testemunha contou que havia feito várias corridas para Oliveira com destino à casa de um dos adolescentes. Ele também reconheceu a moto do outro suspeito, Paulo Rogério de Assis, que foi vista mais de uma vez na residência do menor. ''O depoimento reforça a existência de um elo de ligação entre os adolescentes e os suspeitos'', disse a promotora.
O empresário foi morto na madrugada do dia 7. Após fechar o bar, ele foi para casa junto com a esposa, Maria Cristina Zanoni, em uma camionete. A abordagem aconteceu a poucos metros de sua residência, na rua País de Gales, Jardim Igapó (Zona Sul). Os assaltantes chegaram de moto e atiraram quando o empresário se recusou a parar.
Um dos menores morava perto do empresário, o que teria facilitado a abordagem. Os adolescentes acreditavam que Zanoni levava para casa o dinheiro do bar. Depois de assumir a autoria do crime, D.A.S apontou, junto com o colega, a participação dos outros suspeitos. D.A.S e F.H.A respondem processo na Vara da Infância e Juventude e são tidos pela promotoria como peça-chave no processo contra Oliveira e Assis.
Nove testemunhas foram arroladas pela defesa dos suspeitos que devem depor na segunda quinzena de janeiro. Ambos respondem por co-autoria em crime de latrocínio cuja pena varia, segundo a promotora, de 20 a 30 anos de reclusão. O crime de latrocínio não vai a júri popular.


