Testemunha da morte de Evinha presta depoimento
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segunda-feira, 11 de março de 2002
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Uma das testemunhas do assassinato de Eva Antônia Silveira Costa, 41 anos, mais conhecida como Evinha do Pó, depôs ontem na Delegacia de Homicídios de Curitiba. O delegado que preside as investigações, Sebastião Ramos Santos Neto, disse que, por enquanto, o teor do depoimento será mantido em sigilo. Uma das hipóteses mais prováveis do crime é a guerra pelo domínio de pontos de venda de drogas na Cidade Industrial de Curitiba (CIC).
Eva foi assassinada na manhã de domingo, em frente à sua casa, na Vila Nossa Senhora da Luz, CIC. De acordo com Sebastião Santos Neto, ela estava na companhia de sua irmã (o nome não foi divulgado) e do filho, Cristiano Fernando Costa, quando um veículo modelo Astra, de cor prata, aproximou-se em alta velocidade. No interior do carro, estavam duas pessoas encapuzadas, que começaram a atirar contra os três.
A irmã de Eva foi a única que conseguiu escapar. Evinha levou vários tiros e morreu no local. Laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou como causa da morte o ferimento no tórax, mas não soube precisar quantos tiros teriam atingido Evinha. Seu filho, também atingido por vários disparos, foi levado para o Hospital do Trabalhador. Até o final da tarde de ontem, ele estava na UTI e seu estado geral era gravíssimo e instável.
Por enquanto é a Delegacia de Homicídios que está conduzindo as investigações, mas Sebastião Santos Neto, não descarta a possibilidade do trabalho conjunto com a Divisão de Narcóticos (Dinarc), já que há fortes indícios de que o crime tenha sido motivado pelo tráfico de drogas.
Evinha do Pó ganhou o apelido por dominar a venda de cocaína na região da CIC.


