Teste seletivo não atrai candidatos
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segunda-feira, 14 de julho de 2003
Lucinéia Parra<br>Equipe da Folha 
Maringá - O Hospital Universitário de Maringá foi obrigado a prorrogar, para o dia 18, o prazo de inscrição ao teste seletivo para contratação de médicos. Até a última sexta-feira, não havia número de candidatos suficientes para preencher as vagas oferecidas. O desinteresse frustrou a diretoria do hospital que trabalha contra o tempo para inaugurar a nova ala do HU, pronta há quase dois anos e totalmente equipada.
De acordo com o superintendente do HU, Carlos Edmundo Rodrigues Fontes, o salário não deve ser a causa da falta de interesse. Apesar do salário-base ser de R$ 860,00, ele afirma que a renda mensal pode chegar a R$ 2 mil se contar as gratificações e titulação. ''Com certeza não é o melhor salário do mundo, mas também não é o pior'', disse. Mas, para ele, a questão salarial não deveria nem ser levada em conta diante das oportunidades que o profissional tem ao trabalhar num hospital universitário. ''O médico estará em contato permanente com professores e estudantes e recebendo informações a todo momento; podendo se envolver em pesquisas e ter trabalhos publicados em revista especializada'', afirmou.
Conforme Fontes, outro fator que pode ter dificultado a participação no teste seletivo é a contratação por um período de apenas um ano, podendo ser prorrogado para mais um. Segundo ele, a direção do hospital não publicou edital de convocação em outros Estados porque são poucas as chances de um médico se mudar para Maringá por um período curto.
Apesar disso, Fontes afirmou que está otimista. ''Acho que as vagas serão preenchidas até porque muita gente deixa tudo para a última hora''. Segundo o superintendente do HU, a diretoria do hospital mantém a expectativa de estar com a nova ala funcionando na segunda quinzena de setembro.
Com 2.780 metros quadrados de área construída, a nova ala do HU abriga seis leitos de UTI pediátrica, oito leitos de UTI adulta, Pronto Socorro, três salas para observação de adultos, uma sala para observação de criança, uma sala para enfermaria de trauma, uma sala para enfermaria clínica e ainda salas para consultas. Além de mais espaço para garantir melhor atendimento, a ala deverá amenizar os problemas de falta de leitos para UTI adulta e pediátrica pelo SUS em Maringá. Ontem, à tarde, por volta das 16h30, três pessoas, sendo dois adultos e uma criança, aguardavam leitos para atendimento intensivo. A criança, uma menina de oito anos estava com traumatismo craniano e em coma induzido. Ela aguardava uma vaga em UTI pediátrica desde domingo à noite.


