Teste já foi realizado em 54 bebês no HU
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sábado, 25 de fevereiro de 2012
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
''Para nós mães é muito bom, com certeza ficarei mais segura ao saber que está tudo bem com ele'', afirma Márcia de Lima Matias, 34 anos, mãe de Gustavo, nascido nesta quinta-feira na maternidade do Hospital Universitário (HU) de Londrina, ao saber que o bebê já poderá fazer o teste do coraçãozinho.
Mãe de segunda viagem após 16 anos, ela conta que o primeiro filho não teve oportunidade de fazer os mesmos testes que o caçula e, como teve diabetes gestacional, ficou preocupada que o filho nascesse com algum problema.
A costureira Edilaine Vale Jacinto, 28 anos, é mãe de primeira viagem dos gêmeos Brayan e Nycolas e também ficou feliz em saber que os bebês passarão pelo teste. ''Já sabia do teste do olhinho e do pezinho. Fiquei sabendo pela imprensa que agora existe o teste do coraçãozinho; também mas não sabia que o HU estava fazendo. É uma segurança a mais saber que os bebês serão examinados.''
Gustavo, Brayan e Nycolas serão alguns dos bebês que já terão oportunidade de passar pelo teste que avalia o teor de oxigenação no sangue do bebê a fim de diagnosticar precocemente cardiopatias congênitas críticas. Desde que foi implantado no HU, no início do mês, 54 bebês já foram submetidos ao teste, todos com resultado normal.
O pediatra neonatologista Marcos Vinicius Gomes da Cunha explica que a realização do teste evitará que muitas crianças retornem ao hospital depois de meses de vida apresentando problemas cardíacos. ''Já tivemos um caso em que o problema só foi diagnosticado quando a criança chegou para a primeira consulta, uma semana após o nascimento. Ela já estava roxa e os pais não perceberam. Se não tivesse ido ao consultório, provavelmente teria morrido em casa, em pouco tempo'', alerta.
Dados do Departamento de Cardiologia e Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria mostram que 1 a 2 de cada mil bebês nascidos vivos têm cardiopatias congênitas críticas e destes, cerca de 30% recebem alta sem diagnóstico.
O teste deve ser realizado em bebês nascidos acima de 34 semanas de idade gestacional, entre 24 e 48 horas após o nascimento, antes da alta hospitalar. Se o resultado for anormal, deve ser repetido uma hora após. Caso continue apresentando alterações, um cardiologista deverá fazer mais exames para identificar a patologia e determinar o melhor tratamento, antes da evolução da doença. O teste é rápido, simples e indolor.
Na semana passada a Câmara de Vereadores de Londrina aprovou o projeto de lei 358/2011, que prevê que os bebês passem pelo exame. O projeto agora aguarda sanção do Executivo.


