Curitiba - A região de Maringá (Noroeste) apresenta, em 2009, a maior incidência de novos casos notificados de Aids no Paraná. Os 30 municípios da regional registraram, até maio, a taxa de 8,48 por 100 mil habitantes. De acordo com a Coordenação Estadual de DST/Aids, o que aumentou na região não foi a infecção, mas a notificação como consequência da ampliação do diagnóstico.
''Maringá faz trabalho de prevenção e assistência a tudo que se refere a HIV. Cresceu na cidade a testagem rápida, por isso, se descobriram novos casos, aumentando a incidência. Mas não podemos deixar de observar o perfil de Maringá que também é rota de caminhoneiro e de tráfico de drogas'', pontua Wilsa Regina Amaral, técnica da Vigilância Epidemiológica de DST/Aids do Paraná.
A coordenadora municipal de DST/AIDS, de Maringá, Marta Ezelyn Storti, reforça que o aumento das notificações é consequência das várias campanhas realizadas.

Paranaguá
Como no resto do país, o Litoral do Estado concentra historicamente a maior incidência de novos casos. A regional de Paranaguá encerrou 2008 com coeficiente de 36,44 a cada 100 mil habitantes. É lá que estão os municípios campeões de incidência no Paraná, Matinhos e Guaratuba. Para Wilsa, isso se deve ao fato de as cidades sediarem festas populares, como Carnaval e Réveillon, além de apresentarem um número alto de usuários de drogas e prostituição.
''Às vezes acontece de o paciente não morar em Matinhos e não revelar seu endereço correto, e o caso acaba sendo notificado lá'', observa. ''Também há muita dificuldade com o tráfico e uso abusivo de drogas na área do porto, apesar do trabalho do município para redução de danos e prevenção. A infecção não se dá geralmente pelo uso de drogas injetáveis, mas porque o usuário de entorpecentes fica vulnerável e não se preocupa em fazer sexo seguro'', alerta.
Em 2008, a regional de Foz do Iguaçu (Oeste) teve a segunda maior incidência (20,43%) de novos casos no Estado e assim permanece em 2009 (6,66). Só a cidade de Foz responde por 70% dos casos da região, seguida por Medianeira e São Miguel, como informa Juraci Menegueti, coordenadora do Programa DST/AIDS de Foz do Iguaçu. ''Fazemos fronteira com a Argentina e o Paraguai, e Foz é uma cidade turística, o que colabora para o grande fluxo de pessoas que se caracteriza como um fator de risco porque ocasiona a vulnerabilidade. Estamos fazendo a prevenção, indo de carro até os locais mais distantes, e vamos criar 30 unidades de testagem rápida na regional.'' (Flora Guedes e Adriana De Cunto)

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