Tese de professor diz que trabalho apresenta erros
O professor Pedro Elói Rech, aposentado da rede pública estadual, tirou nota 10 em tese de mestrado apresentada em 3 de março, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em que diz que os seminários de Atualização e Motivação da Universidade do Professor, em Faxinal do Céu, são um erro. Segundo Rech, que pesquisou o assunto durante dois anos, os trabalhos não abordam temas sobre a Educação, mas servem para criar nos professores comportamentos favoráveis às ações do Estado.
Não tem nada a ver com a questão da Educação. É um programa do interesse do Estado, diz o autor da tese, intitulada Faxinal do Céu - Universidade do Professor: a Redução dos Conceitos de Educação e uma Ameaça a sua Forma Pública e Democrática.
Fórmula - A forma como é dado o seminário também não é boa, segundo Rech. Na verdade, o que capacita é a troca de experiência entre os professores, em grupos reduzidos e na própria escola, diz. Em Faxinal, são 960 pessoas a cada semana. É uma exploração da emoção coletiva.
Rech afirma que o seminário de Atualização e Motivação é um jogo político que começa com o poder de sedução. A Universidade do Professor é um lugar lindíssimo. Lá o professor é tratado na palma da mão, tem hospedagem de primeira qualidade e tudo o que não pode ter no dia-a-dia.
Para Rech, os seminários também fazem com que a Educação deixe de ser pública e aberta, uma vez que o governo contrata uma empresa privada para organizae e comandar os eventos e não as universidades. O governo gasta R$ 160 mil por encontro com uma empresa privada. Esse dinheiro poderia ser investido nas universidades existentes do Estado, afirma.
Sem igualdade - Rech acredita que, mesmo sem cobrar mensalidade e vender escolas, o governo está privatizando a Educação, dentro e fora de Faxinal do Céu. Uma das questões é a escola de excelência, que não quer produzir igualdade e sim diferença, afirma. Com isso, as melhores escolas acabam discrimando os alunos que prejudicam sua posição. O governo está colocando os princípios do mercado na escola, enquanto o processo histórico diz que a escola deve ser um lugar igual para todos, afirma.





