Latas, garrafas plásticas e muito papel em meio ao mato são cenas normais em alguns pontos de Londrina, mas tem gente inconformada com esta situação. É o caso da manicure Marinês Rosa Barbosa, de 32 anos, moradora do Jardim Imagawa, Zona Norte. Cansada de conviver com os ratos e baratas que habitam o terreno baldio ao lado da casa dela, Marinês está tentando mobilizar os vizinhos e conscientizá-los para não jogar mais entulho nos lotes. ''Se cada um fizesse a sua parte já melhoraria'', comentou.
A data ao lado da casa da manicure é particular, porém Marinês relatou que muitas vezes a limpeza do local foi feita pelo marido dela. ''Faz uma semana que ele juntou todo o entulho e chamou a limpeza pública para retirar'', contou. Mas, até ontem, ninguém tinha aparecido para recolher o material. No meio do lixo ela também encontrou uma seringa. ''Isso é contaminado. Joguei na minha fossa'', recordou. Indignado com a situação também está o carpinteiro Israel Serafim Fernande, 39 anos. Ele ressaltou que muita coisa jogada ali pode ser reciclada, mas que os moradores não percebem isso. ''Vou ver se o bairro tem associação para levar o problema'', afirmou Marinês.
Assim como o Jardim Imagawa, outras regiões da cidade sofrem com o mesmo descaso dos moradores. Ontem pela manhã a reportagem da Folha percorreu alguns bairros e encontrou verdadeiros lixões no Jardim Santo André, próximo à linha de trem, e no Conjunto Maria Lúcia, perto do Pool de Combustíveis, ambos na Zona Oeste. ''Toda semana tem lixo aqui'', afirmou o vigilante e catador de material reciclável Jorge Bueno, 66 anos. Ele contou que encontra de tudo nestes locais, mas só recolhe ferro, papel e plástico. ''Não dá para saber quem joga, vem carroça e caminhão de todos os locais'', relatou Bueno.
Segundo o coordenador de capina e roçagem da Companhia Municipal de Trânsito Urbanização (CMTU), Délcio Garcia Martins, após receber a denúncia a prefeitura pode notificar o proprietário do local. ''Se o dono não limpar o local em 30 dias, a CMTU vai até lá e faz o serviço, mas cobra por isso'', explicou. Além da taxa de limpeza, que gira em torno de R$ 100 para lotes com 300 metros quadrados, o proprietário pode ser multado. ''O valor varia de R$ 10 a R$ 1 mil, dependendo da gravidade'', disse o coordenador.

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