Paulo Ubiratan
De Londrina
‘‘Moscas, baratas, ratos, lixo e mau cheiro era o que mais tinha por aqui, mas graças à ‘Folha’ trabalhadores da prefeitura limparam a sujeira e roçaram o terreno que fica ao lado de minha casa’’, comentou a dona de casa Elizabete dos Santos. Ela mora no final da Rua Capitão João Bussi, 1.309, no Jardim Califórnia, zona leste de Londrina. O terreno pertence à prefeitura e nele passa uma estrada de chão batido com aproximadamente 100 metros. A via improvisada é muito movimentada e quando aumenta a sujeira corre o risco de ficar obstruída por causa do lixo jogado no local.
Segundo Elizabete dos Santos, todos os dias pessoas chegam de carroças, caminhões, automóveis e carriolas e despejam os mais variados tipos de lixo e entulhos, inclusive, animais mortos. Desde ontem, após a limpeza, carroceiros voltaram a decarregar lixo no local. Além disto ela contou que as mesmas pessoas queimam o lixo, causando fumaça com alto grau de poluição. Para a dona de casa, a situação se torna mais grave porque ela e os filhos menores sofrem de alergia e bronquite.
A dona de casa reclamou que para complicar mais, o lixo também está afetando a segurança da rua. É que o único poste de luz no local tem a lâmpada quebrada quase que diariamente. ‘‘São vândalos e pessoas que jogam lixo à noite e que não querem ser identificados. O mais triste é que as vezes vem crianças e mulheres garimpar o lixo, na busca de comida e outros objetos que podem ser transformados em dinheiro. Repare que este lixão é também problema de saúde pública’’.
O que revolta a moradora é que nos últimos três meses, a Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e a Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) não tomaram nenhuma providência para fiscalizar e limpar o terreno. Ela afirmou que cansou de pedir para as dois órgãos municipais. ‘‘Como último recurso apelei para a AMA e a Comurb usando o nome da Folha e somente desta forma consegui que as autoridades tomassem providências’’, afirmou Elizabete. A Comurb assumiu ter feito todo o serviço de limpeza e capina do terreno.
A dona de casa contou que foi informada pelo telefone 338-8648, da AMA, que os serviços de atendimento ao público e de limpeza não estão sendo mais atendidos pela autarquia porque os caminhões e a única maquina pá-carregadeira estão quebrados. No mesmo número telefônico, por intermédio de um funcionário que se indentificou apenas por Aparecido, a Folha confirmou a versão de Elizabete. Ela sugere à prefeitura que, se não for possível cuidar do terreno, que contrate uma empresa para fazê-lo. A outra idéia é que a prefeitura faça a doação da área para a Associação dos Surdos construir sua sede no local. Elizabete tem um filho que é surdo.

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