Concluído em junho do ano passado, a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) 24 horas do Jardim Sabará (zona oeste de Londrina), ainda não começou a funcionar. Localizada na Avenida Arthur Thomas, 2.390, a unidade começa a ser tomada por mato e sujeira, escancarando a falta de manutenção com o espaço público, e aumentando a aparência de abandono.
Vizinho do prédio, o calheiro Miguel Meretica diz que há mais de um mês não vê ninguém realizando manutenções no local. ''A única pessoa que vejo chegando e saindo desse lugar é o vigilante'', relatou. Quando foi entregue, há seis meses, a prefeitura anunciou que a previsão era atender 450 pessoas por dia. Várias datas já foram anunciadas para o início das atividades na UPA. A primeira, ocorreu no mesmo dia em que foi entregue. Na época, o secretário municipal de Saúde, Edson Antônio de Souza, disse que a expectativa era de que os atendimentos começariam no dia 1º de setembro.
''Depois disso eu ouvi falar que começariam a atender logo depois das eleições. Mas também passou e agora não faço ideia de quando será inaugurada'', reclamou o estudante Thiago Leles, morador do Jardim Colúmbia. O último prazo dado pela União para início das atividades da UPA do Sabará é abril.
De acordo com o anúncio feito na época, a UPA atenderia a demanda de várias regiões, para desafogar os Prontos-socorros, o Pronto Atendimento Municipal (PAM) e as unidades de saúde do Jardim União da Vitória, Conjunto Maria Cecília e do Jardim Leonor.
Na época, a informação era de que a UPA teria 45 médicos, dos mais dos 180 funcionários que trabalhariam no local. Entre eles clínicos gerais, médicos plantonistas e ortopedistas.
O prédio da UPA, que tem 2,1 mil metros quadrados, custou R$ 3.440.308,07, sendo que R$ 2,6 milhões foram liberados pelo Ministério de Saúde, com o restante bancado pelo próprio município.

mockup