Terra roxa apresenta potássio e urânio em demasia
A pesquisa encabeçada pela Mineropar descobriu também que partes do terceiro planalto (áreas de terra roxa) possuem potássio e urânio em demasia. De acordo com Eduardo Salamuni, diretor-presidente da Mineropar, esse desequilíbrio é provocado pelo uso excessivo de fertilizantes. As consequências que essa situação poderá acarretar ao meio ambiente e à saúde pública poderão ser antecipadas e até solucionadas graças à elaboração do perfil geoquímico do Paraná.
Salamuni afirma que é a primeira vez que uma área extensa do País é analisada por este ramo da ciência. O objetivo é ajudar o governo a definir políticas de saúde pública e agrícola, além de colaborar com as universidades e iniciativa privada. A divulgação dessas informações será feita através de dois atlas. O primeiro é um estudo sobre as águas superficiais do Estado e pode ser adquirido na sede da Mineropar, em Curitiba.
O segundo volume depende da conclusão da pesquisa sobre os solos que começou ano passado e deve terminar até janeiro de 2005. A Mineropar é uma empresa de economia mista (99.5% pertence ao governo paranaense), vinculada à Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul. ''Esse levantamento retrata a mudança de mentalidade do nosso povo que está mais acostumado a solucionar os problemas do que preveni-los'', disse.
Otávio Augusto Boni Licht é o geólogo e geoquímico que coordena o grupo de três técnicos em mineração e um estagiário em geologia envolvidos no projeto que custará, aproximadamente, R$ 600 mil ao Estado. Mais informações sobre o assunto poderão ser obtidas através do site da Mineropar: www.pr.gov.br/mineropar





