A 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão está iniciando um levantamento sobre os casos de leishmaniose ocorridos nos últimos dias em Terra Boa (46 km ao norte de Campo Mourão). Nos últimos 45 dias, foram constatados 18 casos da doença no município. A leishmaniose é transmitida pelo mosquito flebotomíneo, que provoca uma ferida no local onde pica. A doença não mata, mas pode chegar às mucosas se não for devidamente tratada.
A chefe interina da Regional, Marlene Raphaelli Lisot, disse que a primeira ação será fazer uma pesquisa para descobrir se as pessoas contaminadas foram picadas pelo mosquito na cidade ou na mata. O mosquito transmissor da leishmaiose é silvestre. ‘‘Parece que houve um descontrole no ecossistema e o mosquisto chegou à cidade’’, disse. Marlene também vai vai pedir um estudo entomológico à Fundação Nacional de Saúde de Maringá.
A secretária municipal de Saúde de Terra Boa, Marina Ricardo Martins, afirmou ontem que os casos da doença registrados na cidade não são alarmantes. ‘‘Não existe nada fora de controle e todos os casos estão sendo atendidos’’, ressaltou. Segundo ela, o foco da doença existe numa mata entre os rios Ivaí e Ligeiro e que a ocorrência de casos já foi maior no município. ‘‘Precisamos de um estudo entomológico para ver se o foco chegou à cidade’’, explicou.
Não existe vacina contra a leishmaniose. O tratamento contra a doença é feito com injeções e dispensa internações. O tempo de tratamento varia de acordo com o estágio da doença e com a reação de cada paciente. O tratamento é considerado caro, mas é garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para os pacientes de Terra Boa, um dos principais transtornos é o deslocamento a Campo Mourão, uma vez que a cidade não conta com dermatologistas.

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