A chuva de ontem atrapalhou a limpeza das margens do Rio Iguaçu – poluído com emulsão de asfalto que vazou, na última quinta-feira, da empresa Terpasul Construtora de Obras, no bairro Boqueirão. A previsão era que o trabalho fosse concluído ontem pela manhã, já que apenas as margens ainda retêm óleo. O Instituto Ambiental do Paran (IAP) informou que a limpeza deve ser retomada hoje.
Nenhum dano ... fauna da região foi constatado pela Desefa Civil. Mas o vazameto bastou para que a Terpasul perdesse a credibilidade entre seus fornecedores. Segundo o advogado da construtora, Jorge Bernardi, empresas estão se recusando a vender produtos para a Terpasul.
Para melhorar a imagem da construtora, a diretoria decidiu criar uma Organização Não-Governamental ambientalista. O Instituto de Defesa Ecológica da Terpasul (Idet) ir promover projetos ambientais no Boqueirão utilizando parte do lucro da empresa. Uma das idéias, segundo o advogado, é despoluir os córregos da região.
A construtora também procura resgatar sua credibilidade tentando provar que apenas mil litros de óleo foram vazados do tanque. A Defesa Civil e o IAP calculam que foram de 3 mil a 5 mil. O laudo comprovando a quantidade de emulsão que estava armazenada deve ser apresentado nos próximos dias.
A empresa também est preparando um laudo para explicar as causas do acidente. A diretoria insiste na possibilidade do vazamento ter sido causado por vândalos. ‘‘A polícia j tem pistas. Nós conseguiremos provar que foi um ato de vandalismo’’, disse Bernardi.
A Terpasul foi multada em R$ 1 milhão pelo IAP. O advogado vai entrar com recursos contestando esse valor e pedindo a redução da pena para R$ 1 mil. A empresa também poder ser multada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renov veis (Ibama) por danos ambientais e por não apresentar Cadastro Técnico Federal.

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