A Terpasul Construtora de Obras – empresa responsável pelo vazamento de óleo nos rios Belém e Iguaçu, na última quinta-feira – será multada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por não apresentar Cadastro Técnico Federal. O documento, necessário para empresas consideradas poluidoras, não consta nos arquivos do Ibama e não foi apresentado pela construtora até o final da tarde de ontem – prazo máximo para que comprovasse o cadastramento. De acordo com o representante do Instituto no Paraná, Luiz Antônio Nunes Melo, o valor da multa ainda não foi definido, mas pode chegar a R$ 20 mil.
O Ibama também deverá autuar a Terpasul por danos ambientais. A aplicação da pena dependerá do resultado de análises do óleo e da região atingida. A previsão é de que os laudos fiquem prontos amanhã. A empresa já recebeu uma multa de R$ 1 milhão do Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
Luiz Antônio explicou que o Ibama, mesmo sendo um órgão federal, também tem competência para aplicar multas, já que o Rio Iguaçu pertence à União. O advogado da empresa, Jorge Bernardi, informou no último sábado que irá entrar com recursos contestando o valor da sanção. A Folha tentou contato com o advogado e a diretoria da Terpasul, ontem, mas não obteve retorno.
Outra irregularidade da empresa foi constatada ontem pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. A Terpasul não possui licença para a armazenagem de óleo. Como punição, deverá preparar um plano de recuperação ambiental e um laudo técnico explicando as causas do acidente. Os documentos devem ser apresentados em 20 dias.
O presidente do IAP, Jose Antônio Andreguetto, calcula que foram retirados cerca de 5 mil litros de óleo dos rios. A assessoria da construtora divulgou que havia quatro mil litros dentro do tanque e apenas 2 mil litros foram derramados. A Defesa Civil informou que o trabalho de limpeza da água será finalizado hoje à tarde.

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