Curitiba - A Capital paranaense viveu, nos últimos dois dias, o máximo de calor desde o início do ano. Com temperaturas que ultrapassaram os 30 graus, a sensação térmica, de acordo com o meteorologista do Instituto Tecnológico Simepar, Fernando Mendes, podia chegar a até 50 graus.
O aumento no termômetro começou no dia 28 de fevereiro e teve o ápice na última segunda-feira, quando o marcador atingiu os 31,8 graus em Curitiba. Ontem, o refresco foi pequeno, às 14 horas registraram temperatura de 31,5 graus. Essa medição do instituto é realizada na sombra, em local com circulação de ar, o que significa que ao sol, em lugar sem vento e com predominância de asfalto e concreto, o corpo pode sentir um calor equivalente aos 50 graus.
A administradora Denise Santos, 30 anos, não resistiu a comprar um sorvete em plano calçadão da Rua XV de Novembro. De férias do trabalho, ela conta que nas altas temperaturas curitibanas não resta muito o que fazer. "O calor daqui é muito abafado, não tem nenhuma brisa. Fico só na base do sorvete, da água e do ar-condicionado", conta.
Água o dia todo
Já o atendente Eliseu Gomes da Silva, 22 anos, diz que trabalha em um ambiente sem ar-condicionado ou ventilador. "Bebo muita água, o dia todo. Mas, quando chove é pior. Ao invés de refrescar, meu escritório fica ainda mais abafado", afirma o paulista que adotou Curitiba há sete anos.
Segundo Mendes, os últimos dias de verão devem continuar com altas temperaturas. O refresco natural das chamadas "chuvas de verão" também tem sido pequeno. "Temos chuvas isoladas apenas. O calor intenso impede a formação de nuvens carregadas. Ontem, poucas áreas de Curitiba e da região metropolitana receberam chuva", explica. O tempo deve começar a mudar no final de semana, mas sem grandes alterações climáticas.

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