A partir de sábado a Copel deixa de fazer a manutenção da iluminação pública de Londrina, que passa para a Prefeitura. A decisão é do Tribunal de Contas que deu prazo até o dia 31 de janeiro para que os municípios do Paraná licitassem a prestação do serviço. Sem técnicos suficientes para prestar o serviço, a assistência dada pela Prefeitura será precária, conforme adianta o próprio secretário de Obras, José Righi de Oliveira.
Esta será a segunda vez que a Copel irá deixar de fazer o atendimento. A primeira interrupção do serviço ocorreu em 31 de dezembro de 95, quando venceu o prazo inicial dado pelo TC para que fosse licitado. A decisão do Tribunal foi anunciada em setembro, depois de dez anos em que a Copel vem prestando o serviço através de um acordo com os municípios.
O atendimento pela Prefeitura deve continuar até março, quando deverá estar aprovado o projeto de lei do Executivo que estipula a transferência do patrimônio da iluminação para a Copel. Assim, a Companhia volta a assumir a manutenção. ‘‘A partir do momento que o patrimônio estiver com a Copel, o Tribunal não poderá exigir licitação’’, explica o secretário. O projeto, segundo ele, está pronto e deve começar a tramitar na Câmara de Vereadores no retorno das férias do Legislativo.
A proposta do acordo foi feita pela própria Copel, segundo o secretário. Pelo serviço, a Prefeitura vai pagar aproximadamente 10% do consumo mensal com a iluminação. Hoje o município gasta entre R$ 250 mil e R$ 260 mil mensais com a iluminação. Righi de Oliveira afirma que, se o serviço fosse licitado, ‘‘seguramente’’ sairia mais caro. ‘‘A Copel cobra R$ 0,34 por lâmpada trocada e com isso não dá nem para comprar uma lâmpada no supermercado’’, compara. ‘‘Vamos pagar cerca de R$ 260 mil por ano, o que é uma espécie de subsídio.’’

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