Os usuários do Terminal Urbano de Londrina deverão ter um aparelho desfribilador à disposição até o início de novembro. O equipamento é indicado em casos de acidente vascular cerebral e ataques cardíacas, que figuram como a principal causa de mortes no Brasil. Em 2002, o município aprovou lei que determinava a colocação de aparelhos deste tipo em todos os locais públicos, mas até o momento apenas a Câmara de Vereadores cumpriu a legislação.
O próximo passo, segundo o secretário municipal de Saúde, Silvio Fernandes, será treinar os 35 funcionários da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) para operar adequadamente o desfribilador. Se usado até o terceiro minuto após a situação de emergência, o equipamento tem grandes chances de estabilizar o paciente até a chegada de socorro especializado. Destacando a importância do aparelho, Fernandes precisou que apenas no Brasil cerca de 100 mil pessoas por ano poderiam ser salvas se o desfribilador fosse usado.
O presidente da CMTU, Gabriel Ribeiro de Campos, justificou que a falta do aparelho em quase todos os locais públicos de Londrina deve-se à dificuldade para treinamento de pessoal para operá-lo. Mas garantiu que, aos poucos, os demais espaços, como os outros quatro terminais urbanos, também deverão contar com o equipamento.
O aparelho que será instalado no Terminal foi doado pela Transporte Coletivo Grande Londrina e custou R$ 9 mil. Também presente à assinatura do termo de uso, o vice-prefeito Luiz Fernando Pinto Dias resumiu a importância do desfrilador em uma frase: ''é como um seguro de veículo que a gente faz querendo não usar nunca''.

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