Abandonada pelos usuários e pelas empresas de ônibus, a rodoviária de Maria Helena (32 quilômetros a nordeste de Umuarama) está desativada e pode ser transformada em escola. O prédio moderno, construído em 1978, durante o Governo Ney Braga, abriga hoje apenas um bar e a agência do Banestado. Embora passem ao lado, os ônibus nem entram mais na rodoviária. A venda de passagens e o embarque e desembarque de passageiros são feitos num bar na Avenida Paraná, que funciona como ponto de ônibus desde os anos 70.
Por causa do pequeno número de pessoas que pegavam o ônibus no terminal e as taxas de manutenção, as duas empresas que operam na cidade fecharam na década de 80 as agências de passagens na rodoviária. O Expresso Nossa Senhora de Fátima vende passagens no bar. A Viação Real apenas usa o local como ponto de parada. Os bilhetes são vendidos dentro do ônibus. A cidade tem hoje apenas cinco linhas intermunicipais, com seis horários diários. Com exceção de feriados prolongados, os ônibus circulam quase vazios.
Segundo o prefeito Jesse Batista Correia (PFL), o abandono da rodoviária é consequência do esvaziamento populacional do município e da região. Na década de 70, o município tinha aproximadamente 20 mil habitantes. Hoje são pouco mais de 6 mil. ‘‘Os usuários preferem o bar e não há o que fazer para reativar a rodoviária’’, disse Correia.
O prefeito pretende adaptar a estrutura para instalar a pré-escola municipal, que funciona num prédio alugado. ‘‘Encomendamos um projeto de engenharia e vamos tentar este ano levantar dinheiro para as reformas’’, informou. Os moradores não se incomodam com a desativação do terminal. ‘‘A gente pega o ônibus aqui na esquina mesmo. É só fazer sinal que o motorista pára’’, disse a bóia-fria Sandra de Oliveira, 28 anos.

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