Um dia depois da sexta-feira 13 no Terminal Urbano de Londrina, quando um protesto de estudantes causou a destruição de dois ônibus e um deficiente visual foi atropelado, o clima foi de tranquilidade. Os ônibus circularam normalmente na manhã de ontem, operários trabalhavam em uma das pistas do terminal e um ponto de vacinação contra poliomielite funcionou no local. O terminal amanheceu com uma mensagem pichada na entrada lateral da avenida São Paulo: ''Assassinos. 1,60 é o ca...''.
Apesar de não haver policiamento ontem, alguns usuários do terminal estavam tranquilos. ''Hoje (sábado) é mais tranquilo o movimento e depois do protesto de ontem (sexta-feira), acho que não vai ter mais confusão'', disse a estudante Paula Angélica Oliveira, de 20 anos. A cuidadora de idosos, Greicejane Francisco, de 33 anos, teme um novo protesto. ''Acho que a polícia precisa ficar aqui, do mesmo jeito que teve aquela bagunça ontem (anteontem), por que não pode acontecer de novo? Ao invés de fazer bagunça os estudantes deviam fazer 'impeachment' do (prefeito) Nedson (Micheleti)'', afirmou.
A Polícia Militar informou que ontem não houve um esquema especial de policiamento no terminal, mas que as viaturas estavam de prontidão para qualquer necessidade. A direção da empresa de ônibus Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL) solicitou para segunda-feira um reforço no policiamento na garagem da empresa, na área central. A direção teme um protesto para impedir a saída dos ônibus.
Ontem, o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), Jurandir Gonçalves André, informou que desde o início da semana está atento aos protestos e destacou o delegado do 1º distrito, Marcos Roberto Belinati, para apurar o atropelamento e a depredação dos ônibus. Segundo André, a Polícia Civil vai tentar identificar os suspeitos envolvidos na depredação requisitando fitas gravadas pela imprensa. ''Eles podem incorrer numa série de crimes, o menos grave deles, dano ao patrimônio'', afirmou. (Colaborou Luciano Augusto)

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