O gerenciamento do Terminal Acapulco (zona sul) e das catracas do Terminal Central está sendo feito pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) desde a zero hora de hoje. Os detalhes da mudança na administração do transporte coletivo foram acertados ontem durante reunião entre representantes da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Francovig, Comurb e Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos.
O pessoal que vai assumir os terminais, segundo o presidente da Comurb, Cléber Tóffoli, já está preparado para o trabalho. A primeira tentativa de assumir os terminais foi feita na madrugada de anteontem. A Comurb foi impedida pela TCGL sob alegação de que a empresa não havia sido notificada judicialmente sobre a decisão.
As mudanças no gerenciamento e operação do transporte acontecem a partir da decisão do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. O presidente do TJ, desembargador Henrique Chesneau Lenz César, acatou pedido da Prefeitura, suspendendo a liminar contra o decreto municipal que dividia as linhas urbanas do transporte entre a TCGL e Francovig. O decreto foi assinado pelo prefeito Antonio Belinati em 24 de janeiro e passava 10 linhas da zona sul para a Francovig, por seis meses. As 10 linhas equivalem a 15% do transporte local. A liminar contra o decreto foi dada pelo juiz da 1ª Vara Cível, Manoel Sebastião da Silveira Filho, em 4 de fevereiro, a pedido da TCGL.
No Terminal Acapulco, a Comurb substituirá os quatro funcionários da TCGL que atuam nas quatro catracas e o fiscal. A equipe que vai trabalhar no Terminal Central é de 17 funcionários que vão alternar os turnos, assumindo as sete catracas (duas delas só funcionam nos horários de pico) e a fiscalização. Para que a Comurb gerencie todo o Terminal Central falta assumir apenas a venda de passe, já que as lojas internas já são responsabilidade da companhia. ‘‘Não assumimos a venda de passe agora porque precisamos confeccioná-los’’, diz Tóffoli.
O repasse da arrecadação nas catracas dos terminais será dividido entre as duas empresas. Teoricamente serão 15% para a Francovig e os outros 85% para a TCGL, como prevê o decreto assinado pelo prefeito Antonio Belinati, dividindo as linhas urbanas. ‘‘Só saberemos exatamente quanto vai para cada empresa a partir do momento que assumirmos a arrecadação’’, disse Tóffoli. Segundo ele, a divisão considera ainda outros itens como quilômetro rodado e distância das garagens. Haverá uma câmara de compensação do dinheiro das catracas. Toda a arrecadação será, segundo Tóffoli, depositada em uma conta bancária específica. O banco é que vai fazer o repasse às empresas, seguindo orientações da Comurb. Conforme o decreto, o primeiro repasse deve ser feito no 11º dia útil após a mudança do gerenciamento. Os próximos, segundo Tóffoli, poderão ser diários. Segundo números da TCGL, 180 mil pessoas por dia utilizam o transporte coletivo.
As mudanças para o usuário de ônibus serão pequenas. Os passes, que por enquanto continuam sendo os emitidos pela Grande Londrina, passam a valer também para a Francovig, inclusive os passes escolares. A passagem para as linhas distritais Selva e Usina Três Bocas, atendidas pela Francovig, passa de R$ 0,50 para R$ 0,60 e os passageiros dessas linhas poderão fazer a integração nos terminais Acapulco ou Central. As outras oito linhas distritais operadas pela Francovig continuam sem alteração.
Um acordo entre as duas empresas dividiu a operação da linha 601. O Rápido será feito exclusivamente pela TCGL e o Parador será atendido pelas duas empresas. A decisão foi tomada por questões operacionais. Entre elas, o trajeto das linhas. O 601 - Rápido volta para a TCGL porque está fora da região compreendida entre os ribeirões Tucano e Cambezinho, que é atendida pela Francovig.

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