Os candidatos inscritos no vestibular 2004 da Universidade Estadual de Londrina (UEL) passaram ontem pela prova de conhecimentos específicos 40 questões divididas igualmente em duas disciplinas diferentes de acordo com o curso de graduação. Para a grande maioria, ontem foi o último dia de provas, já que hoje continuam sendo testados apenas os 1.995 candidatos dos cursos de arquitetura e urbanismo (788 inscritos), desenho industrial (412), educação artística (186), estilismo em moda (477) e música (132), que farão as provas de habilidades específicas, aplicadas nos locais indicados no cartão do candidato. O número de ausentes ontem subiu para 5.243, ou 14,26% dos inscritos.
Embora não tenha havido grandes problemas durante os três dias de vestibular, alguns vestibulandos sofreram mais que outros. Apenas no primeiro dia de provas, 115 candidatos tiveram que ser medicados. O caso mais grave foi do estudante paulista Anderson Roberto Buzo, 21 anos, que foi picado por uma abelha antes de conseguir entrar na sala onde faria a prova. Como era alérgico, ele teve ser levado para o Hospital Universitário (HU) e não conseguiu ser liberado a tempo de participar do concurso. Ontem, um homem não identificado teria importunado algumas candidatas que faziam provas no Colégio Estadual Albino Feijó Sanches (zona sul). A Polícia Militar reforçou a segurança no local.
Afora os imprevistos, os candidatos que encerraram participação ontem tinham outra preocupação bem mais agradável em mente: escolher a melhor festa para esfriar a cabeça. O londrinense Elton Vinícius dos Santos, 18 anos, candidato do curso de enfermagem, achou ''fácil'' as questões de ontem. ''A prova de biologia estava fácil e a de sociologia foi mais interpretação. Isso me ajudou bastante, principalmente porque tinha investido mais tempo de estudo em biologia''.
Natural de Ribeirão Preto (SP), Diego Caiado, 20 anos, está na disputa por uma cadeira em medicina e preferiu conferir seu desempenho apenas no último dia de provas. Ele foi testado em biologia e química e considerou que a prova teve grau médio de dificuldade. ''Química estava mais difícil. Foi preciso saber como usar o conhecimento''. Vinda de São Roque (SP), a candidata a uma vaga em direito, Mônica Negrini Lepri, 17 anos, não estava tão confiante. Ela reclamou das questões de filosofia. ''Não achei difícil, mas exigiu muita interpretação''. Já o amigo de São José dos Campos (SP), Rubens Moreira de Lima, 20 anos, inscrito em medicina, comemorou que a prova cobrou muita interpretação, ''diferente de outros vestibulares''. Ao contrário de muitos que foram embora ontem, os dois viajariam hoje e só queriam uma coisa: ''Agora é só festa''.
Mas festas de verdade deverão acontecer quando a UEL divulgar a lista dos aprovados em primeira convocação, o que deverá ocorrer até o dia 2 de março.

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