Emerson Cervi
De Curitiba
Termina hoje o prazo para entrega de sugestões de mudanças à proposta de lei de zoneamento e uso de solos de Curitiba. A partir de segunda-feira, técnicos do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) começam a preparar o texto final do projeto, que será enviado à Câmara Municipal na primeira quinzena de novembro. Apesar das mudanças na lei de zoneamento estarem sendo discutidas há dois anos, o fim do prazo para apresentação de sugestões foi criticado ontem em um debate na 1ª Semana de Arquitetura da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Existe uma comissão mista de professores e alunos da UFPR analisando a proposta do Ippuc para nova lei de zoneamento da cidade. O coordenador da comissão, professor Luis Henrique Cavalcanti Fragomeni, disse ontem que é preciso mais tempo para discussão. ‘‘Apesar do apoio que tivemos da Câmara, que nos enviou uma cópia completa da minuta, não houve como incorporar toda a proposta nas nossas discussões’’, afirmou.
Mesmo assim, hoje a comissão vai preparar uma carta apontando os principais pontos da proposta e continuará discutindo a lei. ‘‘Vamos entregar essa carta ao reitor da universidade, mas acreditamos que há um risco muito grande no projeto seguir como está para a Câmara.’’
A arquiteta do Ippuc, Maria Cristina Trovão Santana, lembrou que no final de 1997 o instituto apresentou um diagnóstico e a metodologia usada para preparar a proposta da nova lei de zoneamento. ‘‘Além disso, o material está disponível na Internet desde agosto e foram feitas 24 reuniões públicas com a população, onde recebemos muitas contribuições de populares’’, afirmou. Até ontem, o Ippuc não tinha registrado nenhuma sugestão formal de entidades de classe ou profissionais ligados à engenharia civil e mercado imobiliário para a lei de zoneamento.
Segundo o professor Fragomeni, um dos problemas que a comissão da UFPR notou na proposta é que continuarão existindo muitas leis tratando do assunto. ‘‘A colcha de retalhos da lei de 1965 foi mantida na minuta inicial.’’ Outro ponto que gerou polêmica no debate foi a concentração no desenvolvimento de Curitiba. ‘‘Está sendo projetada uma Curitiba para seis milhões de habitantes nas próximas décadas. Os investimentos em equipamentos públicos deveriam ser compartilhados com os demais municípios da região metropolitana das Araucárias’’, opinou Fragomeni. ‘‘O plano tem um conceito corporativo, que atende outros interesses que não necessariamente o da população em geral’’, assegurou a geóloga Rose Moura.
A diretora técnica da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Zulma Schusser, informou que o incentivo ao adensamento populacional do trecho urbano da BR-116 – um dos principais pontos da nova lei de zoneamento – faz parte de uma estratégia de desenvolvimento regional. ‘‘Não há dúvidas que esse eixo será a melhor opção para o transporte coletivo público metropolitano nos próximos anos’’, respondeu.Medida foi criticada por representantes de entidades que esperavam prorrogação da data. Projeto será encaminhado à Câmara na semana que vem
José SuassunaCríticaProfessores e alunos da UFPR, que possui uma comissão que trata da lei de zoneamento, discutiram ontem a proposta apresentada pela prefeitura. Debate, que aconteceu durante a 1ª Semana de Arquitetura da UFPR, teve a participação de técnicos do Ippuc

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