Após 9 dias de greve, os cerca de mil funcionários das unidades industriais da Simbal, em Arapongas (a 25 km de Londrina) decidiram retornar ontem ao trabalho. O acordo que pôs fim ao movimento aconteceu em rodadas de negociação, entre representantes dos trabalhadores e diretores da indústria. As negociações começaram anteontem e só foram concluídas no final da tarde.
Ontem, toda a linha de produção da Simbal - maior fábrica de estofados da América Latina -, voltou a funcionar normalmente. Durante a paralisação, a empresa deixou de produzir 1.600 peças por dia, entre estofados, colchões, estantes e outros móveis. O total do prejuízo acumulado não foi divulgado pelos diretores da Simbal.
Para retornar ao trabalho, os grevistas tiveram atendidas as suas duas principais reivindicações: reajuste de 8,25% na comissão sobre a produção e remanejamento do gerente de produção, identificado apenas pelo nome de Catarino. Ele foi acusado de maus tratos aos funcionários e até de assédio sexual a operárias. Os maus tratos geraram revolta entre os operários e aumentaram a mobilização dos trabalhadores.
A negociação que resultou no fim da greve teve a participação do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Arapongas, Sindicato das Indústrias Moveleiras, diretores da Simbal e cerca de 50 operários da indústria.
Segundo o acordo firmado com o diretor-proprietário da Simbal, Adriano Romera, o reajuste de 8,25% da comissão sobre produção será pago de forma reatroativa, incluindo as últimas seis semanas. Ele também assegurou a liberação do vale, referente a 20 de junho, para esta sexta-feira.
O presidente do sindicato da categoria, Manoel Francisco da Silva, informou que Romera asssumiu o compromisso de promover mudanças gerais na empresa, principalmente para restabelecer o ‘‘bom relacionamento’’ entre chefes e subordinados, ouvindo os operários quando surgirem problemas.

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