Curitiba O Tribubal Regional do Trabalho (TRT) julgou ontem como legal a greve dos garis e coletores de lixo de Curitiba e concedeu 10% de aumento salarial à categoria. Os trabalhadores, que cruzaram os braços na segunda-feira, já voltariam às suas atividades no turno noturno de ontem e o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Asseio e Conservação (Siemaco) garante que entre cinco a sete dias toda a coleta de lixo na Capital deve estar normalizada. Durante o período de greve estima-se que cerca de quatro mil toneladas de lixo deixaram de ser recolhidas.
Os garis e coletores de lixo estavam reivindicando 10% de reajuste real mais 7,47% da inflação (INPC), aumento de 20% dos vales-refeição e alimentação, porém a Cavo oferecia apenas a reposição do INPC tanto no salário quanto nos vales. O TRT determinou que a Cavo pague, retroativo a março, o valor referente à inflação mais 2,53% de reajuste real tanto para o salário quanto para os vales. Além disso, a Justiça garantiu que os trabalhadores recebam 50% do vale-alimentação pela terça-feira de Carnaval trabalhada este ano.
O presidente do Siemaco, Manassés Oliveira, disse que vai ser necessário pelo menos uma semana para que todo o trabalho volte ao normal porque o coletores não podem trabalhar mais do que dez horas por dia (que inclui duas horas extras). Durante a greve, somente a coleta de lixo hospitalar seguiu normal.
A Prefeitura de Curitiba havia colocado, ontem, 39 caminhões de lixo em esquema emergencial para atender os bairros onde o acúmulo de lixo era maior. Hoje, os caminhões que eram de duas empresas responsáveis pela coleta de resíduos vegetais de Curitiba não circulam e não vão ajudar a colocar a coleta em dia.
A Cavo confirmou que os trabalhos voltariam ao normal no turno de ontem, com a saída de 35 caminhões com três coletores em cada um. Porém, até o fechamento desta edição a empresa ainda não tinha uma posição se ia recorrer ou não da decisão do TRT que concedeu o aumento salarial.

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