Termina greve de fome em presídio de Foz
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de novembro de 2002
Alexandre Palmar<br> Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu Terminou ontem a greve de fome de parte dos presos da Penitenciária de Foz do Iguaçu deflagrada na última segunda-feira. Cerca de 150 dos 380 internos reivindicavam mais benefícios no presídio, considerado de segurança máxima e modelo no tratamento de detentos no Paraná, mas não foram atendidos.
Segundo a diretora da unidade, Margarete Rodrigues, os presos desistiram do movimento no fim da manhã e pediram alimentos já para o almoço. A alimentação seria restabelecida, entretanto, somente à noite. Os grevistas devem ter alguns direitos cortados e outros diminuidos.
Segundo Margarete, por quebrarem o regimento administrativo eles podem perder direito de receber visitas, de trabalhar em troca de redução da pena e salário. Os horários de sol, de recreação e televisão serão reduzidos. Os manifestantes podem ainda ser prejudicados em algum tipo de assistência.
O protesto dos detentos foi considerado por Margarete como ''totalmente descabido''. Eles queriam, entre outras coisas, uma quadra poliesportiva, a instalação de aparelhos de televisão e rádio em todas as celas, e fornecimento de sobremesas, além de liberação para assistir todos os canais de televisão (eles assistem à TV Educativa em ambientes coletivos).
A penitenciária é tida pelo Governo do Paraná como uma referência na recuperação de presos.


