Termina greve de fome dos presos estrangeiros
Emerson Cervi
De Curitiba
Foi suspensa no final da tarde de ontem a greve de fome dos oito presos estrangeiros que cumprem pena na Penitenciária Central do Estado (PCE). Eles concordaram em encerrar a manifestação, que durou sete dias, depois que seus advogados lhes entregaram cópias dos decretos de expulsão do País, assinados pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Essa é a primeira etapa para a transferência dos presos a seus países de origem. Os presos querem terminar de cumprir as penas em seus países de origem.
Até a próxima quarta-feira, os estrangeiros continuam em uma cela no setor de isolamento da PCE. Depois, eles serão transferidos para a Prisão Provisória do Ahú ou para o Complexo Médico Penal. Essa era uma das exigências dos presos para terminar a greve. A direção da PCE e o secretário de Estado da Justiça e Cidadania, José Tavares, concordaram com a transferência de unidade. Eles serão permutados por outros oito presos que estão no Presídio do Ahú, explicou ontem o advogado dos detentos, Arci Poffo Junior.
Juízes da Vara de Execuções Penais de Curitiba precisam aprovar o decreto presidencial para a expulsão ser oficializada. Poffo Junior acredita que isso será feito nos próximos 20 dias. Através do advogado, o preso argentino Enrique Augustin Pinotti, líder da greve de fome, disse ontem que apesar de todos os objetivos não terem sido alcançados, ele está satisfeitos com os resultados. Foram oito dias de sofrimento, relatou.
A decisão poderá facilitar a expulsão de todos os 61 presos estrangeiros que cumprem pena no Sistema Penitenciário do Paraná.





