Termina em julho
prazo para Suderhsa
destruir agrotóxico
Benê Bianchi
A Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa) não conseguiu cumprir o prazo estabelecido pela Promotoria do Meio Ambiente para publicação do edital de licitação para incineração do agrotóxico armazenado em Tamarana (60 quilômetros ao sul de Londrina). O prazo venceu dia 17 de abril.
Segundo o diretor de saneamento ambiental da Suderhsa, Enzo Bonetto, o edital está praticamente pronto mas faltam detalhes ainda não definidos. ‘‘O governo não faz licitação para destruição de resíduos agrotóxicos todos os dias. É é necessário ouvir os técnicos da área para se fazer uma licitação sem incorrer em erros’’, ele observa. Bonetto garante que o edital será publicado até o final deste mês. Ele não quis adiantar detalhes ou preço estabelecido.
A promotora do Meio Ambiente de Londrina, Maria Lúcia Reichembach, comenta que o prazo final para que o lixo seja retirado de Tamarana, acordado entre várias entidades, inclusive o Sindicato dos Fabricantes de Agrotóxicos (que irá destinar R$ 600 mil para a incineração), é julho. ‘‘A licitação já era para ser feita e estou numa situação de tolerância com eles.’’
Em Tamarana, estão armazenados cerca de 1.200 toneladas de agrotóxicos que tiveram a comercialização proibida. A maioria é de BHC, cujo uso contínuo pode levar à morte. A incineração dos produtos, de acordo com levantamento apresentado por várias empresas, ano passado, está orçada em cerca de R$ 2 milhões.

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