Termina drama da menina sequestrada em Chavantes
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
Terminou ontem no município de Conselheiro Mairink (norte pioneiro), no final da tarde, o drama da estudante Débora Cristina Ferreira, de 9 anos - sequestrada no último dia 1º em Chavantes, pequena cidade do interior de São Paulo, localizada próxima à divisa com o Paraná. Ela foi levada pelo pedreiro Eduardo Braga, de 35 anos, que era amigo da família Ferreira há mais de uma década. O desempregado Valter Benedito Ferreira, de 34 anos, pai de Débora e de mais quatro filhos, estava emocionado ao falar com o FOLHA apenas 15 minutos após receber a notícia de que a filha fora encontrada.
''Graças a Deus, graças a Deus, meu coração está explodindo, acabou meu pesadelo'', desabafou. ''Não conseguia dormir, comer, nada. Agora, minha filha está segura''. Ferreira tinha voltado no início da tarde de ontem a Chavantes após participar das buscas realizadas no norte pioneiro paranaense por policiais do 2º Batalhão da Polícia Militar (BPM). Desde o início do sequestro, a polícia trabalhava com a informação de que o pedreiro teria trazido a menina para o Paraná.
A localização de Débora Ferreira ocorreu num lance de atenção e sorte. O comandante do 2º BPM, major Airton Sérgio Diniz, dirigia-se a Curitiba, onde tem reunião nesta segunda-feira, quando o soldado Valdenir Golfete, que dirigia um veículo descaracterizado, percebeu a presença de um homem e uma menina num ponto de ônibus, localizado na pista que leva ao sul do estado.
''Identificamos as características de imediato, nos aproximamos e demos voz de prisão. Ele (o sequestrador) não esboçou reação, a princípio achou que ia ganhar uma carona. Graças a Deus, contamos com a sorte e a atenção do soldado''.
De acordo com o major, Débora estava nervosa e aparentava bastante medo. ''Ela disse que não sofreu violência, mas poderia estar temendo alguma coisa. Isso será esclarecido via exames médicos'', contou.
Eduardo Braga foi encaminhado para a delegacia de Ibaiti e Débora ao conselho tutelar, à espera da família. A Polícia Civil informou que, em depoimento, o sequestrador alegou apenas que é amigo da família Ferreira e que estava levando a menina para casa. Braga estava em Conselheiro Mairink há quatro dias e disse que tem um amigo na cidade.


