Teria que haver diferenciação salarial
Londrina - O pediatra Maurício Marcondes Ribas, presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná, revela que hoje 259 médicos intensivistas estão registrados na entidade no Estado. O problema, aponta ele, é que o número de leitos de UTI tem aumentado nos últimos anos. "Os hospitais de grande complexidade precisam ter UTI. Fazendo um cálculo rápido, os hospitais públicos pagam aos médicos intensivistas R$ 650 por plantão, enquanto a iniciativa privada paga um valor médio de R$ 1,5 mil", comparou.
Além disso, ele explica que o médico que ingressa no setor público como intensivista ganha o mesmo que aquele que trabalha em um ambulatório e que a diferença é o nível de complexidade que ele irá enfrentar. "O ambulatório é um ambiente menos complexo. Todo mundo vai preferir atender no ambulatório, já que não há diferenciação de salário. Na UTI ele teria de enfrentar situações em que há uma alta possibilidade do paciente morrer. O que ele irá preferir?", questionou. "Teria que haver uma diferenciação salarial para esse médico que trabalha na UTI."
Segundo a Sesa, atualmente o Paraná possui 20 mil leitos gerais e 1.870 de UTI, dos quais 590 ficam na Região Metropolitana de Curitiba. O Ministério da Saúde recomenda que o número de leitos de UTI ideal em um Estado seja de 5% a 10% dos leitos convencionais. As vagas de UTI do Paraná correspondem hoje a 9,35% das normais.(V.O.)





