Terceirizados do Samu prometem parar hoje
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Wilhan Santin<br>Equipe da Folha 
Londrina - Os funcionários do Samu - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, devem iniciar hoje uma greve por tempo indeterminado em Londrina. Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Londrina (Sinsaúde), Júlio Aranda, a paralisação está definida desde a semana passada mas será mantido um atendimento mínimo, conforme determina a lei.
Em Londrina, o Samu conta com 158 funcionários, entre atendentes, motoristas e socorristas. Destes, apenas 50 são servidores de carreira da Autarquia Municipal de Saúde. Os outros 108 são contratados por meio do Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap). De acordo com Aranda, são justamente os funcionários que trabalham de forma terceirizada que devem paralisar as atividades a partir de hoje.
A reivindicação é por melhores salários ou uma reunião entre membros do Sinsaúde, da prefeitura e do Ciap para discutir a possibilidade de aumento de salário ou um acordo coletivo de trabalho para os terceirizados. "Faz quatro anos que estamos tentando negociar. Chegamos a agendar uma reunião na Delegacia do Trabalho, mas só o sindicato compareceu. Não dá para continuar como está. Atualmente, um socorrista que trabalha pelo Ciap ganha em torno de R$ 600 e o que trabalha pela prefeitura, R$ 1,4 mil. Por isso, iniciaremos a greve", ressaltou Aranda, que esteve na tarde de ontem na Câmara de Vereadores para expor a situação aos vereadores e população.
De acordo com a secretária de Saúde de Londrina, Marlene Zucolli, não existe nem possibilidade de o município se envolver na negociação entre o Ciap e seus contratados. Ela diz que a população pode continuar ligando normalmente para o telefone 192, pois funcionários municipais estão sendo convocados para substituir os grevistas.
Outra atitude já definida pela administração municipal é a transferência temporária da central de atendimento para o quartel do Corpo de Bombeiros da Rua Tietê (região central), onde já funciona a central de atendimentos do Siate. Esse fato irritou Aranda. "Lá é uma área militarizada, onde não pode ocorrer movimentos de greve. Isso nos atrapalha".
A Reportagem entrou em contato com a direção do Ciap em Curitiba. A posição oficial da empresa, segundo a assessoria de imprensa, é de aguardar uma manifestação da prefeitura de Londrina, de quem ela espera receber um repasse maior para aumentar os salários.


