Terceirizados da DRT estão sem rescisão
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segunda-feira, 09 de fevereiro de 2004
Adriana Savicki<br>Reportagem Local 
Oito funcionários que prestavam serviços para a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) de Londrina foram demitidos e estão sem receber salário e a rescisão do contrato, expirado no final do mês passado. As demissões foram causadas pelo início de um novo contrato entre o Ministério do Trabalho (MT) e as empresas terceirizadas. A denúncia foi feita pela ex-gerente do setor de seguro-desemprego Adriana Ali El Janani Mandelli, uma das prejudicadas.
Segundo ela, os funcionários eram responsáveis pelo setor administrativo do órgão e a maioria está no cargo há mais de quatro anos. Antes de serem demitidos, eles teriam recebido proposta de continuar no emprego com salários menores, o que é ilegal. ''É um absurdo que, dentro do MT, as leis não sejam cumpridas'', reclamou.
Segundo ela, depois da demissão, recebeu uma proposta por telefone de continuar no emprego com redução de 50% do salário. Outros funcionários aceitaram a redução e, até ontem, apesar do aviso prévio ter expirado há 11 dias, continuavam trabalhando no órgão. ''Não posso ficar sem emprego'', afirmou uma funcionária que pediu para não ser identificada. Ela vai ganhar cerca de R$ 100 a menos.
A reportagem entrou em contato com a matriz da Poi, no Rio de Janeiro, mas ninguém quis comentar o assunto. Um gerente, que se identificou apenas como Paulo, alegou sigilo contratual e se recusou a prestar informações.
A chefe da seção de qualidade, tecnologia e gestão da DRT de Curitiba, Leila Maria Raboni, explicou que, com a nova licitação, houve modificação de quadro funcional. ''Mudaram as categorias e houve perda salarial mas os funcionários têm outras atribuições'', afirmou. Ela cita os cargos de gerente e supervisor, que teriam sido extintos.
Quanto ao pagamento dos salário de janeiro, a informação é que o dinheiro saia nos próximos dias. ''As verbas rescisórias dependem de reuniões entre o MT e as empresas e não há uma posição ainda'', afirmou.


