Em um dos espaços do Centro Comercial, em Londrina, o barbeiro Ayres Félix Rodrigues, de 77 anos, passa a manhã e a tarde ajudando o filho Eston, de 51 anos, com os cortes de cabelo. Entre um cliente e outro, Ayres aproveita para acompanhar as notícias do dia, ler um livro, aprender algumas receitas e até escutar uma boa música.

Tudo isso não seria novidade se o acesso a todo esse conteúdo não fosse através de um tablet (dispositivo pessoal para acesso à internet), adquirido por ele no ano passado. Habilidoso na tela touch screen, Ayres ainda demonstra intimidade com os aplicativos e navegadores e admite não abrir mão do recurso tecnológico.

"Tudo que preciso pesquisar ou encontrar faço pela internet. Tem tudo e é mais fácil e rápido", diz o idoso, ao mostrar o periférico que não sai da bolsa. "É uma ferramenta fantástica, mas se for mal usada pode ser prejudicial, principalmente em redes sociais", observa.

Apesar de Ayres não ter amigos da mesma idade que sejam tão conectados como ele, a população idosa no país tem se interessado mais pelas novas tecnologias. Dados do Target Group Index, do IBOPE Media, mostram que o número de usuários idosos aumentou nos últimos anos. Comparando o mês de janeiro deste ano com o ano passado foi registrado um aumento de 8,3%. Ainda segundo a pesquisa, apesar de 52% das pessoas entre 65 e 75 anos afirmarem se confundir com os computadores, 28% revelaram estar atualizados com os avanços tecnológicos.

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