Terceira idade encontra saúde nas águas
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quinta-feira, 06 de setembro de 2007
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Em um sítio ecológico, a 6 quilômetros do centro de Londrina, idosos estão descobrindo uma forma agradável de aliviar os incômodos que chegam com o tempo. Artrose, osteoporose, dores nas costas e tensão muscular estão da lista de problemas que são mais facilmente enfrentados depois de uma sessão de ofurô no Thermas de Londrina, parque inaugurado em 1991 em uma área verde de natureza privilegiada na Zona Sul. Ali um lençol aquático subterrâneo profundo garante água medicinal em abundância para abastecer 10 piscinas e três tonéis de ofurô, parte deles esvaziados diariamente.
''Me sinto ótima quando venho aqui. Melhora a disposição, o astral. Sem falar no círculo de amizades que fazemos, que é muito grande. Quando um fica um tempo sem vir nós já ligamos para saber o que aconteceu'', conta a costureira aposentada Leonor Fernandes Tenente, de 68 anos, que frequenta o lugar duas vezes por semana. Detalhe: Leonor e a amiga Dulcinéia Rodrigues moram em Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina). ''Só não venho mais por causa da distância. É uma limpeza para a mente. Hoje mesmo paguei a minha parte do combustível até o final do ano, que é pra não ter problema.''
Entre as sócias que não ficam um dia sem mergulhar nas águas mornas das piscinas está Sueli Moraes, de 51 anos. ''Me sinto como se tivesse 30'', revela. Para passar as tardes no Thermas, ela marca todos os seus compromissos para a parte da manhã. ''Corro com tudo, deixo a casa em ordem, pego o carro ou a moto e venho. Aqui nado, faço exercícios. Sarei de todos os problemas que tinha: bursite, rinite e dor na coluna. Se não venho, fico doente.''
O depoimento de Sueli é confirmado pelo maestro Luís Borsato, de 76 anos, que frequenta o clube há cerca de 11 anos. ''Venho só nos dias de semana, quando o movimento é menor. Nado cerca de mil metros e antes de ir embora passo pelo ofurô. Essa água aqui, para mim, é a maior riqueza de Londrina'', afirma. Borsato revela ainda que não lembra quando foi a última vez que ficou doente. ''O dinheiro que gasto aqui pagando a mensalidade (o preço para os associados da terceira idade é R$ 30,00 por mês por pessoa) economizo nos remédios.''
Segundo a direção, o Thermas tem atualmente cerca de mil associados. Destes, metade são idosos. ''Eles vêm por indicação de algum amigo, conhecem a estrutura, gostam e ficam sócios'', informa a secretária do clube, Rafaela Martins. Uma das principais atrações é o ofurô em temperatura natural (a água chega a 50 graus). Ao lado tem outro de água fria, para os adeptos do choque térmico, e também um de água morna.
''Essa água quente me faz muito bem. Antes tomava remédio todos os dias para as dores na coluna e nos joelhos. Agora só recorro aos remédios quando faço serviço muito pesado em casa'', diz Maria Osmarina Pereira, de 60 anos. Para chegar ao Thermas, ela gasta em torno de uma hora na viagem de ônibus. ''Moro no Semíramis (Zona Norte), e venho todo dia no começo da tarde.'' Como não há muitos coletivos durante a tarde, ela costuma chegar em casa já noite.


