Terapias alternativas ao alcance de todos
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quinta-feira, 12 de junho de 2008
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Quem procura tratamentos alternativos para combater certos males de saúde já pode contar com algumas opções oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Há pelo menos cinco anos, a rede municipal de saúde oferece terapias complementares como fitoterapia e homeopatia, além das sessões de acupuntura, reconhecida como especialidade pela classe médica há mais de uma década.
Conforme o especialista em fitomedicina Rui Cépil Diniz, coordenador do programa municipal de fitoterapia, desde 2003, metade das unidades básicas de saúde londrinenses conta com tratamento à base de plantas medicinais, no qual são oferecidos seis tipos de chás e 35 produtos manipulados pela farmácia municipal. Chá de quebra pedra e xarope de guaco são algumas das opções.
Diniz lembra que o programa surgiu na zona rural e hoje serve de referência para outros municípios. ''Faz parte de uma política nacional de práticas integrativas e complementares do Ministério da Saúde'', relembrou.
''É um serviço a mais que o posto de saúde oferece'', completou Diniz, assinalando que o tratamento fitoterápico não substitui a medicação alopática. ''A decisão de adotar a fitoterapia é do médico e os produtos são oferecidos gratuitamente, com prescrições individuais.''
Diniz explicou que os medicamentos fitoterápicos do município são produzidos conforme a necessidade, ''assim não há perda, já que o prazo de validade é curto''. Segundo o coordenador, o uso da fitoterapia contribui ainda para diminuir o custo indireto da farmácia municipal, pois alguns medicamentos alopáticos, como xaropes e calmantes, podem ser substituídos por chás ou fitoterápicos.
''Em países ricos, o consumo ético de fitoterápicos, que requer prescrição médica, tem aumentado por ser um tratamento comprovadamente eficaz'', comentou Diniz. Entretanto, conforme ele, em Londrina, a procura nos postos de saúde ainda é pequena. ''Os atendimentos concentram-se nos consultórios, pois ainda há poucos profissionais atuando na cidade.''
Acupuntura
Seguindo a indicação do reumatologista, a dona de casa Francisca Inácia da Costa, 59 anos, moradora do Jardim Sabará (Zona Oeste), resolveu experimentar a acupuntura para aliviar as dores causadas pela artrose e bursite. Depois da terceira sessão com o acupunturista Inácio Koji Hashimoto, que atende na Policlínica Municipal, a melhora transparece no rosto da paciente. ''Era muita dor'', contou Francisca, que foi diagnosticada há seis meses e desde então toma vitaminas para fortalecer os ossos.
Ela descobriu o serviço de acupuntura depois de assistir uma reportagem na tevê e decidiu se consultar na Policlínica. ''Amigas minhas fizeram e se deram bem, então resolvi tentar'', confessou a dona de casa, que não sentiu medo das agulhas em nenhum momento. ''O doutor é muito simpático e me tranquilizou bastante.''
Segundo Inácio Hashimoto, bastam 20 minutos de terapia, uma vez por semana, para o paciente colher os frutos da aplicação das agulhas, disponibilizadas pelo município na Policlínica Municipal e no Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar) desde 2005. Como no tratamento fitoterápico, a acupuntura só beneficia pacientes encaminhados por especialistas do SUS e as consultas são pré-agendadas pelas clínicas médicas. Na Policlínica, as sessões acontecem às segundas, quartas e sextas à tarde.
''A grande vantagem é que a acupuntura proporciona alívio e sofrimento mínimo de efeitos adversos'', opinou Hashimoto, ressaltando que alguns pacientes conseguem até deixar de usar analgésicos em decorrência da prática. ''O tratamento básico envolve dez sessões e dependendo da condição do paciente, o número de aplicações pode aumentar ou diminuir. Além disso, as agulhas são individuais e fornecidas pela Prefeitura, gratuitamente.''


