Neste primeiro semestre, o programa Terapia Comunitária Integrativa (TCI), da Prefeitura de Londrina, atendeu 5.144 pessoas, dentro de 27 locais e unidades envolvidas com 35 grupos, realizando 446 rodas.

O programa é um instrumento de promoção de saúde, de prevenção de doenças e otimização dos serviços prestados pela Secretaria de Saúde. Segundo a coordenadora do programa, Maria da Graça Pedrazzi Martini, as rodas realizadas pelos terapeutas atuam, para que haja acolhimento e humanização dos pacientes atendidos.

A TCI acolhe, escuta, cuida e também direciona, com mais agilidade, as demandas, permitindo que sigam, para os níveis secundários de atendimento, apenas as questões não resolvidas no nível de Atenção Básica. Atualmente, o programa atende 35 grupos em 27 localidades diferentes.

A comunidade em geral é acolhida nas rodas. "Quem quiser participar pode. Há algumas pessoas que participam por indicação dos médicos, mas a maioria é formada por pessoas da comunidade, que estão passando por alguma dificuldade, algum problema", diz Maria da Graça.

Essas pessoas são atendidas pelos 60 terapeutas comunitários que são médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, profissionais dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), do Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS III), da maternidade e do Pronto Atendimento Municipal (PAM).

As rodas são realizadas em duas etapas: a primeira, coordenada pelo coterapeuta, é o acolhimento da comunidade. Em seguida, acontece a partilha das dificuldades, com o terapeuta.

Resultados
As rodas de TCI em Londrina ajudam na diminuição do uso de medicação controlada e outras medicações; controle de pressão arterial; fortalecimento de laços familiares e comunitários; maior aproximação dos usuários e funcionários das Unidades Básicas de Saúde (UBS); diminuição da demanda de doenças psicossomáticas (estresse, depressão, aumento da autoestima, diminuição dos estados de ansiedade e solidão, entre outros); diminuição e até abstinência do consumo de álcool e drogas; aumento do acolhimento, por parte de familiares, a pacientes crônicos e psiquiátricos; maior inserção de usuários às atividades físicas e de lazer promovidas pelas UBS; retorno à espiritualidade, diminuindo os problemas de saúde.

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