Terapia alternativa conquista espaço
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de agosto de 1998
Andrea Vendramini 
Depressão, dores musculares, problemas digestivos ou ortopédicos, ou a simples busca de equilíbrio entre o corpo e a mente. A tentativa de extinguir doenças e solucionar problemas emocionais motiva o uso de terapias alternativas. Apesar de não haver estatísticas sobre o aumento da procura de tratamentos não convencionais, o crescimento do interesse por novas terapias é visível. Cromoterapia, aromaterapia, homeopatia, florais, massagens energéticas como reiki e shiatsu, do in e acupuntura: sempre há pessoas dispostas a experimentar novas opções que surgem a cada dia.
Mesmo com o aumento do interesse por novas terapias, ainda existe resistência em adotá-las, até as reconhecidas como especialidades médicas, como a acupuntura e a homeopatia. O receio de não obter bons resultados ou de cair nas mãos de profissionais não habilitados são alguns dos motivos que fazem muitas pessoas preferirem a alopatia. Apesar de existirem terapeutas radicais, alguns aromaterapeutas, acupunturistas e médicos homeopatas defendem o bom senso e aceitam a combinação dos tratamentos que oferecem com a alopatia. A justificativa é nobre: a saúde e o bem-estar do paciente vêm em primeiro lugar e devem estar acima das discórdias que ainda persistem entre alternativos e médicos tradicionais.
Qualquer tipo de doença pode ser curada com a acupuntura, mas todas as medicinas têm um limite de tratamento. Em alguns casos, a combinação é a saída para obter os melhores resultados, diz Paul Robert Joseph Jakobi, presidente da Associação Médica Paranaense de Acupuntura, vinculada à Associação Médica do Paraná. Para ele, o principal objetivo é prevenir os problemas de saúde e dar novas opções aos pacientes. Se o paciente corre qualquer risco porque não respondeu ao tratamento como se esperava, deve-se avaliar a situação e encaminhá-lo a um alopata, lembra Jakobi. Isso pode acontecer, por exemplo, no caso de uma pneumonia.
O presidente da Associação Médico Homeopata do Paraná, Clodoaldo Durbay Braga, aceita a indicação da alopatia, mas somente em casos extremos. Não sou contra a indicação da alopatia, mas acho que não convém misturar. Defendendo que a homepatia pode solucionar qualquer problema de saúde - à exceção de alterações estruturais, como fraturas e feridas contusas - Braga explica que o médico homeopata deve buscar soluções dentro da sua especialidade. É fundamental avaliar se o paciente não corre riscos, mas a substutuição de substâncias usadas no tratamento dá bons resultado em quase 100% dos casos.
A terapeuta holística Lucila Terezinha Gomes, que trabalha com aromaterapia, acredita que os tratamentos convencionais devem ser usados sempre que as pessoas apresentarem problemas físicos. É preciso estar saudável para encontrar o equilíbrio físico, mental e energético, diz. Esse equilíbrio, segundo ela, é essencial para que cada um encontre o que precisa para viver bem.


