A situação mais grave é a do 2º Distrito Policial (DP). Onde deveriam ter 52 presos estão 212. Em uma das celas, 20 pessoas se amontoam e fazem revezamento para conseguirem dormir, como informa o delegado responsável pelo distrito, Antonio do Carmo. A cela com 20 pessoas abriga os presos que, devido aos crimes praticados, não podem ir para o convívio com os demais, esclarece do Carmo. São casos de detentos jurados de morte.
Como o número de presos aumenta mas o de policiais não, o resultado dessa equação mal balanceada são as contantes tentativas de fuga. No 2º DP, a última foi registrada no dia 13 de março, quando 14 presos escaparam. Uma outra tentativa foi frustada pelos policiais na última semana.
Quando a lotação das celas é grande, os próprios presos não deixam que outros sejam colocados nas celas. O destino de quem não consegue vaga na cela é o corredor das delegacias. Essa é uma das situações no 4º DP, revela o delegado José Arnaldo Peron Martins.
Segundo ele, o excesso de presos compromete também a segurança de quem trabalha nas delegacias. (J.W.)

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