Tentativa de suicídio pára centro
Da Redação
O centro de Londrina parou ontem, por volta do meio-dia, por causa de um jovem que ameaçava pular do 12º andar do Edifício Júlio Fuganti. A confusão durou quase uma hora e meia e envolveu bombeiros, socorristas do Siate e até dois pastores evangélicos. Enquanto isso, dezenas de curiosos se aglomeravam do lado de baixo do edifício na expectativa de uma tragédia ou de um salvamento espetacular.
O rapaz, de apenas 23 anos de idade, entrou no prédio pela Divisão de Música da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que fica no último andar. Lá, rasgou uma tela de nylon, pulou a grade de ferro e ficou sobre o parapeito. Pula logo que eu quero trabalhar, foi uma das muitas frases que populares gritavam da rua.
O resgate ocorreu às 13h15. O jovem desistiu de pular quando chegaram ao local a esposa e seus dois filhos. Se isso não ocorresse, a outra alternativa seria tentar um resgate com bombeiros pulando pelo telhado do edifício. A dificuldade nessa operação é que o rapaz estava do lado de fora da grade e não teria como empurrá-lo para dentro do prédio. Era um último recurso porque o risco era muito grande, observou tenente Ricardo James Teixeira, que comandou a operação.
A confusão dos curiosos continuou depois do resgate. Assim que o rapaz voltou para dentro do prédio, as pessoas se acotovelaram em frente ao elevador do Júlio Fuganti para esperar a saída da família. Não faltaram vaias e xingamentos. O rapaz foi conduzido, em uma viatura da Polícia Militar, de volta para o Conjunto Ernani Moura Lima (zona leste), onde mora.
Depois de ajudar no trabalho de aconselhamento do jovem, Lucimar Manoel Vieira, presidente do Conselho de Pastores Evangélicos de Londrina, reclamou da fragilidade da segurança no prédio. Infelizmente, o Júlio Fuganti, hoje, é sinônimo de suicídio e isso precisa acabar. Seria importante a colocação de proteções de ferro, e não de nylon, para impedir novas tragédias.
Localizado na Rua Souza Naves, o edifício já foi palco de tentativas e vários suicídios. Algumas medidas preventivas foram tomadas, segundo o membro do conselho fiscal do prédio, Pedro Moreira Júnior, como trancas nas janelas. Questionado pela Folha se não seria o caso de colocar grades de ferro para proteção, Pedro Moreira Júnior disse que isso prejudicaria a estética do prédio. (Colaborou Érika Pelegrino)





