O advogado preso desde sexta-feira à tarde na Polícia Federal de Londrina, junto com mais duas pessoas - um estudante e um empresário - acusado de tentar sacar R$ 1,6 milhão de uma conta corrente do Banco do Brasil, cujo correntista morreu em 2003, pode também ter sido vítima de um golpe.
Segundo o advogado João dos Santos Gomes Filho, chamado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a comparecer na PF para prestar assistência à vítima, o advogado estava apenas respondendo a um chamado da profissão e não faz parte de nenhuma quadrilha. O nome dele e das outras duas pessoas detidas ainda não foram divulgados.
De acordo com Gomes, que não participou do depoimento, mas conversou com o advogado na PF, ele foi procurado por um amigo - o estudante - que lhe disse que um conhecido estava tendo problemas para sacar dinheiro de um banco. O estudante então perguntou ao advogado se ele poderia ir até a agência com eles para ver o que estava acontecendo. ''Ele foi apenas chamado para fazer um serviço, ele não sabia da armação, tanto que chegou ao banco e foi direto falar com o gerente'', disse Gomes.
Segundo ele, as advogadas que estão cuidando do caso vão tentar a liberação do profissional, com base no flagrante feito pelo delegado. ''O advogado continua preso porque as outras pessoas se reservaram o direito - garantido pela constituição - de ficar em silêncio. Mas vamos analisar o flagrante para tentar libertar o profissional'', afirmou. Um quarto homem envolvido no caso ainda não havia sido encontrado pela polícia.
Os três homens foram presos anteontem à tarde em uma agência do Banco do Brasil da avenida Bandeirantes, quando tentavam transferir cerca de R$ 1,6 milhão de uma conta corrente de uma agência de Belo Horizonte para quatro contas de moradores de Londrina. Segundo o tenente Ricardo Eguedis, do setor de comunicação da Polícia Militar, o gerente da agência desconfiou da transação, já que o correntista havia morrido há mais de dois anos, e avisou a polícia. A prisão foi feita por policiais do Serviço Reservado (P2) do 5º Batalhão da Polícia Militar. Os acusados foram encaminhados à PF já que se trata de um crime federal.

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