Curitiba - Uma tentativa frustrada de fuga, por volta das 14 horas de ontem, resultou em uma rebelião dos 80 presos do 11º Distrito Policial, na Cidade Industrial de Curitiba. Até a noite de ontem, policiais do Grupo Tigre, do Centro de Operações Especiais da Polícia Civil (Cope) e da Polícia MIlitar (PM) continuavam negociando com os detentos, que estavam com uma arma e tinham tomado toda a área da prisão. A informação, não confirmada oficialmente até o fechamento desta edição, era de que um preso teria sido morto pelos outros detentos.
A delegacia, com capacidade para 40 presos estava com 80 detidos. Dois policiais trabalhavam no plantão. De acordo com o delegado Sérgio Taborda, o movimento começou por volta de 14 horas, quando um dos presos começou a chamar por socorro, dizendo que estava sendo espancado. Os policiais chegaram a trocá-lo de cela, mas logo em seguida ele teria recomeçado a gritar, afirmando que estava sendo espancado novamente.
Quando o policial retornou para o local, os presos o renderam e pegaram sua arma. O policial conseguiu escapar e avisou seu colega de plantão, que trocou tiros com os presos, evitando a fuga. A polícia não confirmou se algum dos detentos foi ferido durante a troca de tiros. Os policiais também não tinham informações sobre a situação na ala dos presos. A informação era que os detentos teriam aberto as portas de todas as celas e que todos estavam soltos na ala.
O delegado garantiu que a rebelião não teve qualquer caráter de reivindicação pelos presos. ''Eles queriam fugir'', explicou. A última fuga do 11º DP aconteceu em dezembro de 2003. O delegado acredita que os presos perceberam que era difícil fugir do distrito, seja por túneis ou pelo telhado, e por isso optaram pela tentativa de fuga em um domingo, quando há menos pessoas trabalhando, e poderiam fugir pela porta da frente.
Um dos presos, inclusive, teria conseguido escapar no mesmo momento em que o policial se desvencilhou dos detentos. Ele chegou a sair do distrito, mas foi recapturado pouco depois nas poximidades pela Polícia Militar.

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