Tentativa de fuga acaba em rebelião
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de novembro de 2001
Denise Angelo<br>De Ponta Grossa 
Castro (45 km ao norte de Ponta Grossa) também viveu uma tentativa de fuga no início da noite de domingo. A tentativa acabou se transformando em uma rebelião e terminou com um dos detentos esfaqueado e outros seis feridos. A delegada da cidade, Vera Lúcia Tapié, acredita que os detentos iniciaram a briga entre eles para atrair a atenção do policial que fazia plantão, lenvando-o a abrir a carceragem para prestar socorro aos machucados e assim conseguir fugir da cadeia. Há cerca de um mês essa estratégia já havia sido usada pelos detentos.
A briga do último domingo começou por volta das 18 horas e os detentos falavam que já tinha um preso morto dentro da cadeia. Começaram então as reivindicações. E o principal pedido era de transferência. A cadeia tem capacidade para 24 presos e no momento abrigava 36, sendo que dez já são condenados e deveriam estar cumprindo pena em penitenciárias.
O preso José Amilton Xavier Silva teve o seu pulmão atingido pela faca e está hospitalizado em estado grave. Outros detentos tiveram ferimentos leves e foram atendidos mas não precisaram de atendimento hospitalar.
Para controlar a rebelião foi preciso a intervenção do Grupo de Operações Especiais da Polícia Militar (GOE). Uma tropa de 40 homens invadiu a cadeia e usou granadas de efeito moral e balas de borracha para conter os rebelados. Ao fazer a revista nas celas, os policiais encontraram os pertences dos detentos arrumados em sacolas. Daí surgiu a teoria da polícia de que a intenção dos presos era criar a briga para conseguir fugir.


