Tentativa de assalto leva pânico a UBS
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terça-feira, 30 de março de 2004
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim União da Vitória, na Zona Sul de Londrina, as leis do silêncio e do medo têm sido companheiras constantes dos funcionários que trabalham ali. Mostra disso foi o clima encontrado na tarde de ontem à tarde, após a tentativa de assalto registrada de madrugada, em uma ação que resultou em alguns vidros quebrados e pânico entre o vigia e duas zeladoras que estavam no prédio, no momento. Quatro rapazes armados teriam tentado invadir o local, e, segundo uma das funcionárias, um deles teria ameaçado retornar caso o vigia chamasse a polícia.
A equipe de funcionários relatou que o medo é diário na UBS, já assaltada outras vezes ano passado. Mas, temendo retaliações, ninguém quis se identificar. Uma das das faxineiras admitiu que nem tem mais vontade de trabalhar ali. ''A gente vive ameaçado por esses marginais'', disse. Uma das enfermeiras disse que as duas faxineiras que presenciaram a tentativa de assalto vão pedir demissão. ''Elas estavam em pânico'', disse. Outra enfermeira garantiu que seriam necessárias mais rondas da Polícia Militar (PM) no local. ''Os PMs até passam pelo bairro, mas precisariam andar mais por aqui, já que o vigia não é armado'', opinou.
Por sua vez, a diretora de Ações em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Brígida Gimenez de Carvalho, destacou que, desde 2003, a segurança da UBS vêm sendo reforçada para evitar ação de bandidos e vândalos. ''Cercamos a área com muro e pusemos portão eletrônico, além de a segurança ser terceirizada após as 19 horas'', comentou. A unidade, de 16 horas, funciona das 7 às 23 horas. De acordo com Brígida, a única solução seria a maior frequência da ronda policial em torno do prédio.
Segundo o comandante da Subárea 4 da Polícia Militar, reponsável pela Zona Sul, capitão José Francisco Cardoso, não houve, recentemente, solicitação da comunidade para intensificação do policiamento noturno na região do União da Vitória. De acordo com ele, há duas semanas, a comunidade pediu mais policiamento durante o dia, o que foi atendido. ''Sempre que há solicitação, procuramos atender de acordo com nossas possibilidades'', explicou. (Colaborou Telma Elorza)


