''No dia a dia elas acabam se frustrando, pois muitas vezes não conseguem ter e fazer tudo o que querem'', afirma Josiane Tescaro Novi dos Santos, mãe de Júlia e Laura, de nove e quatro anos respectivamente. Segundo ela, as meninas aprenderam a lidar um pouco com a frustração por meio de jogos. ''Hoje elas aceitam perder com mais facilidade. A Laura ainda tenta ganhar as coisas pelo choro mas está percebendo que não é uma boa tática'', diz.
Josiane lembra de algumas situações de desapontamento. ''Há algum tempo, a Júlia fez aulas de balé durante todo o ano e ensaiou para o espetáculo final. A expectativa era grande, mas infelizmente ela não pôde se apresentar devido a imprevistos familiares. Ela ficou muito triste e eu precisei conversar bastante com ela'', conta.
Outro fato que frustrou Júlia aconteceu no início desse ano. ''Ela queria muito passar a estudar no período da manhã, mas ia mudar toda a rotina da família. Expliquei que não dava. Ela chorou e sofreu bastante'', recorda a mãe. ''Acho que a imposição de limites acaba frustrando as crianças, pois muitas vezes elas não entendem por que não podem certas coisas. Mas tenho que ensiná-las a lidar com problemas'', completa. (P.C.B.)

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