Tendência na OAB é tratar advogado como cidadão comum
''O Estatuto do Desarmamento é positivo ao limitar e disciplinar o uso de armas. Sou contra esse tipo de segmentação proposto pelo ex-deputado Lapa. O advogado que se sentir ameaçado deve requerer o porte de arma como qualquer pessoa'', essa é a opinião do presidente da sub-seção de Londrina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Wilson Sokolowski.
Segundo ele, o porte de arma para advogados foi discutido no último congresso nacional da OAB e não teve posição unânime, mas a tendência da Ordem é que o advogado, nesse caso, seja tratado como um cidadão comum. ''Também discordo desse privilégio do porte de arma para juízes e promotores. A Lei deve ser seguida por todos'', completa Sokolowski.
O envolvimento de alguns advogados na onda de violência que aterrorizou o estado de São Paulo em 2006 - os advogados teriam levado celulares e informações privilegiadas para dentro dos presídios paulistas - gerou um debate na sociedade sobre o fato desses profissionais não passarem por revista ao visitar clientes nos presídios.
Questionado se, a exemplo do possível porte de arma, esse não seria um privilégio dos advogados, Sokolowski é enfático. ''Nossa classe não têm privilégio nenhum. O advogado age como intérprete dos direitos dos cidadãos. Quem se aproveita da profissão para levar algum objeto proibido para os presos não é advogado, é delinquente'', responde.(W.S.)





