Curitiba O fenômeno da motorização é crescente e a partir de 1980 aumentou de forma exponencial e não linear, segundo o professor da UFPR, Garrone Reck. Ele diz que em 1970 a média era de um carro para cada 30 habitantes e hoje é de um automóvel para cada cinco habitantes.
O professor defende ser o transporte público a opção de racionalizar o uso do espaço público, num futuro próximo. ''Até 1980 a demanda de transporte coletivo era a maior parte das viagens urbanas, correspondia a mais de 60%. Isso porque a população era cativa do sistema, as famílias ainda não eram motorizadas'', lembra ele, acrescentando que nos últimos 20 anos a frota de carros no Brasil ganhou dimensões dramáticas, levando a motorização a todas as classes sociais. ''Mais dia menos dia vai congestionar tanto, que vamos ter que voltar para o ônibus''.
De acordo com o gerente da Urbs, Luiz Silla, a política do órgão é de priorizar o transporte coletivo sobre o individual. ''Um biarticulado tem 25 metros de comprimento e pode levar até 270 pessoas. Imagine o espaço urbano utilizado para comportar 270 carros'', avalia ele, dizendo que a tendência é restringir o uso de automóveis, aumentando as canaletas e, até mesmo, aplicando sistema de rodízios e pedágio urbano. ''Acredito que antes de chegar a uma situação caótica, serão tomadas medidas para dar sobrevida ao sistema.''. (F.G.)

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