Temporão inaugura ATI e enfrenta protesto das Apaes
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de abril de 2009
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Maringá - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, passou pouco mais de três horas ontem em Maringá (Noroeste), onde inaugurou a 42 Academia da Terceira Idade (ATI), a 5 Academia da Primeira Idade (API) e um posto de saúde. Mas, logo ao descer do carro no Centro da cidade, teve que enfrentar uma manifestação de representantes de Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) de toda a região contra o corte de 15% nas verbas destinadas a essas entidades.
Acompanhado pelo prefeito Silvio Barros (PP) e pelo secretário estadual de Saúde, Gilberto Martin, o ministro inaugurou a ATI e API destacando a importância de se estimular ações de prevenção e promoção da qualidade de vida. Comentou que raríssimos são os projetos nesta linha que chegam até seu gabinete em Brasília. Citou que estudos recentes mostram que seria possível evitar mais de 260 mil mortes no país caso os brasileiros se exercitassem 30 minutos por dia durante cinco dias na semana e mudassem hábitos alimentares.
''Essa é uma questão simples de falar mas muito difícil de fazer, porque envolve mudanças de padrões de comportamento. É preciso levar informação desde as crianças nas escolas até aos coroas e oferecer espaços institucionais para informar'', apontou Temporão, lembrando que esta é a mensagem que gostaria de passar no dia de hoje, quando é comemorado o Dia Mundial da Saúde.
O ministro apontou ainda que a intenção do governo federal é estimular a adesão de mais municípios ao Plano Nacional de Atividades Físicas, que hoje investe R$ 25 milhões em ações multisetoriais desenvolvidas em 450 municípios brasileiros. Maringá, segundo ele, está na ponta deste projeto porque foi a cidade que primeiro implantou as academias para a terceira idade e que hoje somam mais de 650 em 577 municípios.
''Maringá faz um trabalho intersetorial envolvendo diversas secretarias e a população como um todo. É um exemplo de cidade de porte médio que tem muitos projetos interessantes na linha da informação e educação e que vê a saúde de uma forma ampliada, mobilizando as pessoas e fazendo um trabalho de prevenção e de promoção da saúde. É isso que vai fazer que as pessoas vivam mais e melhor e não precisam tanto de hospitais e de intervenções médicas.''
Mas o ministro também teve que se envolver com um assunto que não estava na pauta de ontem. Representantes de pelo menos 10 Apaes das regiões Norte e Noroeste cobraram de Temporão a revisão do mecanismo de repasse de verbas. Segundo a presidente do Conselho das Apaes de Paranavaí, Rosana Navarro Ferrari, uma medida tomada pelo Ministério da Saúde cortou em 15% os repasses a essas entidades, que bancavam atendimentos importantes como fisioterapia, fonoaudiologia e atividades complementares.
''Isso é fundamental para a clientela que a gentre atende'', advertiu Rosana. Temporão prometeu rever a situação: ''na realidade não houve corte mas uma mudança no mecânismo de repasse financeiro. Estamos avaliando isso e tudo que for necessário corrigir será corrigido'', garantiu.


